Outra face na telinha

Aos 30 anos, Tatyane Goulart explora seu primeiro papel adulto na televisão em “Pecado Mortal”, da Record

iG Minas Gerais | márcio maio |

Face. Tatyane celebra personagem mais densa e complexa que tem de encarnar na trama da Record
Luiza Dantas/CZN
Face. Tatyane celebra personagem mais densa e complexa que tem de encarnar na trama da Record

A fisionomia infantil já rendeu bons frutos a Tatyane Goulart. Mas a atriz sabe bem das limitações que a carinha de criança já lhe impôs. Agora, como a Lívia de “Pecado Mortal”, da Record, Tatyane se sente adulta pela primeira vez nas novelas. Apesar de seus 22 anos de carreira. “Eu sei que já estava na hora disso vir e acho muito bom. Nunca quis ficar taxada como a atriz jovem. Um dia vou deixar de ter cara de filha para ficar com cara de mãe”.

Na trama, Lívia é a filha mais nova de Michelle e Donana, interpretados por Luiz Guilherme e Jussara Freire, família que encabeça uma quadrilha de jogo do bicho. Como a história se passa em meados dos anos 70, Tatyane resolveu se inteirar um pouco sobre como viviam as pessoas naquele tempo. Mas, garante, não há qualquer mudança evidente na prosódia em função de se tratar de uma obra de época. “O período fica bem marcado pela produção de arte, figurino, essas coisas. Não usamos gírias atuais, mas não chega a ter um cuidado excessivo. A atenção fica voltada para outros detalhes”, afirma.

Gravar “Pecado Mortal” é quase um grande reencontro para Tatyane com seu próprio passado. A atriz estreou na TV em “Felicidade”, novela de Manoel Carlos, exibida pela Globo em 1991. Na trama, era filha da mocinha Helena, vivida por Maitê Proença. Mas foi em 1994, em “Quatro por Quatro”, que ela se sentiu, de fato, sendo encarada como profissional. Apesar da pouca idade – na época, estava com 10 anos –, interpretava a precoce Ângela, um dos papéis centrais do folhetim de Carlos Lombardi e dirigido por Alexandre Avancini, mesma dupla que a escolheu para “Pecado Mortal”. “Por conta disso, cria-se uma energia muito parecida com a que a gente tinha”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave