Rouba ônibus para comprar drogas

Suspeito foi preso próximo ao local do crime; ele alegou que precisava de entorpecente para namorada

iG Minas Gerais | Flávia Jardim |

Com o suspeito, foram encontrados R$ 101,50
Moisés Silva
Com o suspeito, foram encontrados R$ 101,50

Um jovem de 23 anos foi preso na manhã de ontem, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, após assaltar um ônibus da linha 3270 (Betim-–Eldorado). Segundo o sargento Edson, que atendeu a ocorrência, o suspeito alegou que cometeu o crime porque precisava comprar drogas para ele e para a namorada. “Ele disse que estava sem dinheiro para comprar os entorpecentes e, por isso, decidiu cometer o assalto”. Paulo Neto, de 23 anos, foi preso a poucos metros do local do crime, no bairro Nossa Senhora de Fátima. De acordo com o trocador do ônibus, o assalto aconteceu por volta das 8h. O suspeito entrou no coletivo em um ponto de ônibus, chegou na roleta e anunciou o roubo. “Ele abriu a mochila. Achei, então, que iria pagar a passagem, mas aí ele enfiou a mão embaixo da blusa e disse que era um assalto. Passei o dinheiro das passagens que já havia cobrado, cerca de R$ 150”, afirmou. O suspeito então se dirigiu até a porta do ônibus e desceu em outro ponto. Foi então que o trocador e o motorista acionaram a polícia. “De posse das características do suspeito, fizemos o rastreamento e o localizamos a poucas ruas do local do crime. Encontramos com ele R$ 101, 50”, afirmou o soldado Willer. Segundo o policial, Neto ainda é suspeito de assaltar outro coletivo no mesmo dia. “Foi efetuado um roubo de R$ 36 em um ônibus, mais cedo. As características do suspeito fornecidas pelas testemunhas e pela trocadora batem direitinho com as roupas que ele estava usando. Mas essa investigação ficará a cargo da Polícia Civil”, ressaltou. O suspeito foi encaminhado para o Ceresp de Betim. Medo O motorista e o trocador vítimas do assalto relataram que têm medo de trabalhar. Essa é a segunda vez que a linha é assaltada. Além disso, segundo o motorista, em um outro dia atiraram no ônibus que ele estava dirigindo. “Eu ia parar em um ponto na BR–381, perto do Jardim Petrópolis, quando percebi que tinham atirado no ônibus. O tiro, por sorte, não me atingiu. A marca do disparo ficou no vidro atrás do meu banco. Tenho muito medo, mas não posso parar de trabalhar”.

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