“Não devemos dizer nunca”

Após o PT admitir que trabalha pela volta de Lula em 2018, o ex-presidente não descarta retorno

iG Minas Gerais |

Militante. Lula foi participar de evento que lançou a pré-candidatura de Gleisi Hoffmann ao Paraná
Ricardo Stuckert
Militante. Lula foi participar de evento que lançou a pré-candidatura de Gleisi Hoffmann ao Paraná

São Paulo. Em meio à crise na base de apoio do governo federal no Congresso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “não existe” a possibilidade de ser candidato. Porém, disse que em política “nunca se deve dizer nunca”, sobre uma possível candidatura em 2018. O ex-presidente também negou que tenha dado conselhos a Dilma Rousseff sobre a crise com a bancada peemedebista na Câmara.

“O que eu vou fazer nas eleições é ser um militante para a presidente Dilma Rousseff continuar o bom trabalho que ela vem fazendo”, disse. “Em política não devemos dizer nunca, mas é muito cedo para discutir 2018. Eu acho que já cumpri minha missão na Presidência”, completou.

Na semana passada, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, admitiu que o partido já trabalha com a possibilidade de candidatura de Lula em 2018. “Temos que reeleger Dilma para que Lula volte em 2018”, em sabatina para uma agência de notícias espanhola.

Sobre a crise no Congresso e suas conversas com Dilma, o ex-presidente negou que tenha interferido no processo. “Trocamos ideia sobre as melhores perspectivas para o país. Com a presidente Dilma eu troco ideias, não dou conselhos”, afirmou.

As declarações foram dadas em entrevista ao jornal paranaense Gazeta do Povo, publicada ontem. Lula está no Estado para participar de ato político de apoio à candidatura da senadora Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Paraná.

Lula, que também já participou do ato de apoio ao ex-ministro Fernando Pimentel, provável candidato do PT ao governo de Minas Gerais, falou sobre seu papel de militante nestas eleições. “Não deixei de ser um militante político porque saí da Presidência. Eu vou atuar como um ativista político até morrer, pois acredito que essa é a melhor maneira de melhorar a sociedade e combater as injustiças”, afirmou.

Como militante da pré-campanha de Gleisi, Lula tenta fazer o PT chegar ao governo do Paraná pela primeira vez na história. Para isso, a candidatura petista terá de vencer o atual governador Beto Richa (PSDB). “Acho que o nosso partido acumulou forças, projetou grandes lideranças e se credenciou para disputar com boas chances de vitória o governo do Paraná nas próximas eleições”, finalizou.

Cabral

Apoio. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral reiterou ontem o apoio à reeleição da presidente e disse que o partido no Rio estará com Dilma Rousseff.

Fiel. “O PMDB do Rio é Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. Somos parceiros e não há nenhum tipo de empecilho. A política é feita de idas e vindas”, afirmou Cabral.

Contramão. A declaração vai contra o que o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani defendeu na última semana: o apoio à Aécio Neves (PSDB). Recado. Presente no mesmo evento, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse que “o Brasil precisa de mais concórdia e harmonia”.

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