Melodias da América Latina em palco mineiro

Grupos tradicionais de música latino-americana fazem apresentação inédita hoje no Sesc Palladium

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Persistência. Depois de quatro décadas, o grupo Raíces de America continua a fazer shows pelo Brasil
Edson Kusamka
Persistência. Depois de quatro décadas, o grupo Raíces de America continua a fazer shows pelo Brasil

Foi há mais ou menos três décadas que os grupos Tarancón e Raíces de América surgiram no Brasil. Ambos nasceram com o objetivo de divulgar ritmos musicais da América Latina. Agora, os grupos se apresentam juntos pela primeira vez fora de São Paulo, no Sesc Palladium.

No show, o repertório serve como convite para relembrar os sucessos das bandas que apresentam-se primeiramente de forma individual e, no fim, dividem o palco.

É nesse momento de comunhão que Miriam Miráh, atual vocalista da Raíces de América e uma das fundadora da Tarancón, enxerga as semelhanças e as diferenças entre os grupos. Em comum, todas bebem da mesma fonte: a música latino-americana. “Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo foram bandas rivais. Foi com o começo da ‘melhor idade’ dos componentes que o cenário mudou”, brinca Miriam.

Agora, as bandas, que partilham das influências de músicas argentinas, caribenhas e até mesmo africanas, trocam experiências e se apresentam juntas com frequência em São Paulo.

Mesmo com tanto em comum, as diferenças são importantes para manter a identidade de cada. A principal delas, segundo Miriam, está no estilo. “A Tarancón é mais acústica, enquanto a Raíces utiliza do rock”, compara.

Independente disso, a apresentação coletiva é uma oportunidade de presenciar um espetáculo que explora a multiplicidade de sons.

Ao optar e se firmarem como divulgadores de culturas musicais de outras nações, os grupos acabam por desempenhar um papel sociocultural relevante: dar acesso a estilos musicais muitas vezes preteridos pelo mercado fotográfico nacional. “No Brasil, aceitam o reggae, o rock e a música norte-americana, em geral, numa boa. Mas para a música que tocamos é mais difícil de ganhar espaço”, diz Miriam. Vigor.

Isso faz com que as bandas não estejam nos holofotes da grande mídia e, assim, a divulgação do trabalho é mais limitado. “É uma área difícil. Depois de nós algumas bandas surgiram, mas somente essas duas conseguiram se manter”, avalia a cantora.

Mesmo com a resistência do mercado, as bandas persistem e são os alicerces do segmento no país. “Somos os maiores representantes da música latino-americanos no Brasil”, garante Miriam.

Agenda

O quê. Tarancón e Raíces de América

Quando. Hoje, às 21h

Onde. Cine Theatro Brasil (praça Sete – rua dos Carijós, centro)

Quanto. De R$ 50 a R$ 70 (inteira)

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