Militares responsáveis por morte de tio e sobrinho vão à juri

Os soldados Jason Ferreira e Jonas Rosa serão julgados na próxima terça-feira (18), no Fórum Lafayette

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |

Os ex-policiais militares Jason Ferreira Paschoalino, de 28 anos, e Jonas David Rosa, de 27, acusados de matar a tiros tio e sobrinho no Aglomerado da Serra, em 2011, irão a júri popular na próxima terça-feira (18), no Fórum Lafayette, no Barro Preto, na região Centro-Sul. A sessão será presidida pelo juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga, presidente do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte.

O júri, que estava marcado para acontecer em 6 de dezembro do ano passado, foi remarcado pelo juiz Ronaldo Vasquez devido a novos documentos acrescentados ao processo pela defesa dos militares. Essas provas devem ser apresentadas em plenário durante o julgamento.

A previsão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) é que sejam ouvidas um total de 17 testemunhas solicitados - sendo cinco de acusação e outras 12 de defesa. Outras 24 testemunhas já foram ouvidas, além dos próprios acusados.

Os dois militares são acusados de matar o auxiliar de enfermagem Renílson Veriano da Silva, de 39 anos, e o sobrinho dele, o estudante Jeferson Coelho da Silva, de apenas 17 anos, com tiros à queima roupa. Os dois foram atingidos por tiros durante uma operação desastrosa da Polícia Militar (PM) no Aglomerado da Serra, em 19 de fevereiro de 2011.

Em sua defesa, os soldados chegaram a dizer que encontraram cerca de 20 policiais do Grupo Tático de Operações Especiais (Gate) e da PM usando fardas no Aglomerado da Serra, quando começou um tiroteio entre policiais e os suspeitos. Porém, apurações da própria PM mostraram posteriormente que os militares forjaram o tiroteio e chegaram a usar duas fardas do soldado Jason para justificar a versão de que tio e sobrinho eram traficantes que, usando uniformes militares, receberam a polícia a tiros.

Os dois soldados estão presos na Penitenciária Jason Soares Albergaria, no bairro Primavera, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles são acusados de homicídio duplamente qualificado, além de posse irregular de arma - os dois portavam dois revólveres com numeração raspada no dia do crime. Se condenados, os militares podem pegar uma pena de até 33 anos de prisão cada.

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