Bate debate 14/03/2014

iG Minas Gerais |

Soluções   Mario Eugenio Saturno Tecnologia Sênior do INEP   Fevereiro foi tomado pela notícia de que a maior usina solar do mundo começou a gerar eletricidade suficiente para abastecer cerca de 140 mil lares da Califórnia. A Ivanpah Solar Electric Generating System é uma usina térmica composta de 300 mil espelhos usados para coletar a luz do sol, ocupando 13 km², e podendo gerar 392 MW de energia. Está localizada no deserto de Mojave, onde já morei por quase um mês por conta do satélite brasileiro.   O mais importante é que esses domicílios deixam de gerar 400 mil toneladas (métricas) de CO2 por ano. Não tão menos importante, do custo de US$ 2,18, US$ 1,6 bilhão foram empréstimo do Departamento de Energia. Nesse custo parece não incluir a distribuição. De qualquer forma, um exemplo a ser seguido pelo Brasil.   Fiz umas contas rápidas e tentei enviar à presidente Dilma... Como o site da presidência não aceita colagem de texto (avisem ela), mandei ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ao menos em se Estado, o site também é de primeiro mundo...    Considerando a presente situação das nossas represas, do calor excessivo, do aumento de consumo de energia elétrica e da inoperância do setor elétrico do governo federal, pesquisei no mercado o custo de geradores de energia elétrica e equipamentos inversores (grid-tie), que permitem gerar a energia e jogá-la diretamente na tomada da casa. Uma placa de 240 W custa cerca de R$ 1.000,00 e uma inversora para 1000 W, R$ 1.000,00, ou seja com R$ 5.000,00 teremos 960 W, mais que o suficiente para começar.   Considerando que os impostos dobram o valor, se isentar, poderia-se montar kits que custariam menos de R$ 3.000,00. Já que o governo do Brasil doou (emprestou, mas nunca vai receber de volta) para Cuba mais de US$ 1 bilhão, poderia emprestar (e receber mesmo) para o povo brasileiro instalar em seus lares o mesmo valor, R$ 3 bilhões. Com isso instalaríamos 1 milhão de kits, gerando até 900 MW, equivalente a usina nuclear Angra I e sem perdas de transmissão nem custos com grandes projetos. E mais que suficiente para desligar algumas termelétricas poluidoras.   Independentemente do governo, quem tem poupança e mesmo os pequenos empresários deveriam pensar em investir nisso; quem tem R$ 10 mil na poupança, ganha quanto de juro por mês? Nem R$ 50,00, certamente vai economizar o dobro com a queda do consumo. Sem contar que evitará os prejuízos causados por apagões do dia. E empresas maiores podem vender o excesso para as companhias elétricas, conforme resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que facilita e estimula a geração descentralizada de energia no país.   Não custa lembrar que nos países em que há muita geração de energia solar, como Alemanha, Espanha, Itália e EUA, existem fortes políticas de incentivo. E nós somos o Brasil, com uma média anual de radiação de até 2.300 kWh/m², conforme o Atlas Solarimétrico, do Centro de Pesquisas de Eletricidade (Cepel) da Eletrobrás. Os 10,5 mil MW de térmicas que usam combustíveis fósseis poderiam ser a meta do governo. Senadores, deputados e vereadores, que tal acordar o executivo?

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