Assembleia de MG pode convocar Carlão e Léo

Parlamentares que integram o Movimento Minas sem Censura, acionados por Antônio Carlos (PT), também vão analisar denúncias contra Assistência Social

iG Minas Gerais | Da Redação |

Com o aporte de verbas estaduais e federais, os convênios Socialização e Pró-Jovem, feitos entre a Secretaria Municipal de Assistência Social e o Núcleo Assistencial Irmãos Glacus, com graves indícios de irregularidades, devem ser analisados também na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

As denúncias estão sendo levadas pelo vereador Antônio Carlos (PT), nesta sexta (14), ao deputado estadual Rogério Correia (PT), líder do movimento “Minas Sem Censura”, formado por 23 deputados do PMDB, PT e PCdoB, dentre eles a betinense Maria Tereza Lara (PT).

As acusações envolvem o ex-secretário municipal de Assistência Social e vereador Léo Contador (DEM), e o ex-servidor público Carlos Alberto Clarindo, o Carlão. Juntos, eles seriam responsáveis por desvios de recurso públicos para outros fins.

Segundo Antônio Carlos, os envolvidos teriam, com a entrada de representantes da Assembleia Legislativa, a chance de se explicarem na instância mais alta de Minas Gerais.

“Discutimos esse assunto no diretório do PT municipal e decidimos investigar essas graves denúncias que estão sendo apresentadas nas esferas cabíveis. Por isso, além de propor a abertura da CPI na Câmara, decidi os procurar, em âmbito estadual, o deputado Rogério Correia, que investiga várias denúncias de irregularidades e de corrupção”, disse.

O vereador explicou ainda que as denúncias vieram acompanhadas de alguns cheques que confirmam que Carlão e sua irmã, Adriana Clarindo de Souza, eram destinatários de cheques da ONG.

Cópia de um desses cheques foi apresentada durante a reunião da Câmara Municipal, na última terça-feira (11), o que serviria como prova de que recursos federais foram recebidos pelo ex-servidor de empresas de transporte contratadas através do convênio. Nesta época, Carlão trabalhava como locutor na extinta Superintendência Municipal Eventos.

O petista também apontou, na última quinta-feira (13), a existência das cópias de outros dois cheques pela entidade, emitidos nos dias 10 e 30 de setembro de 2013, em favor de Adriana. Juntos, eles somam R$ 67.337,78.

Cobrança

Ao levar as denúncias para o Legislativo estadual, Antônio Carlos ressaltou que a bancada do PT não desistiu de abrir a CPI na Câmara, apesar de contar com o apoio inicial de apenas cinco vereadores. Para a abertura da CPI, são necessários pelo menos oito assinaturas. Outros seis vereadores, segundo apurou a reportagem, mostraram-se dispostos a apoiar, caso se convençam das graves irregularidades. “Não podemos ver denúncias tão graves e com tantos documentos sem fazermos nada”.

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