Área da Ceasa será triplicada

Hoje com 275 mil m² de construção, central terá 826 mil m² no fim das obras, daqui a cinco anos

iG Minas Gerais | pedro vaz perez |

Motivo. Segundo direção, estrutura atual está saturada: faltam vagas e há problemas com energia
Adriana Monteiro/Divulgação
Motivo. Segundo direção, estrutura atual está saturada: faltam vagas e há problemas com energia

As Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa) realizarão a maior expansão de seus 40 anos de existência. Segundo o edital da obra, o espaço será triplicado e a produtividade e oferta de empregos, duplicadas. O investimento será realizado através de concessão de uso à iniciativa privada, e, ao longo de 65 anos de exploração, o contrato poderá gerar receita de R$ 1,14 bilhão para a Ceasa. A ampliação deve demorar cinco anos e será realizada na área que abriga, desde setembro de 2013, cerca de 3.000 famílias da ocupação William Rosa.

O consórcio será escolhido em leilão por menor preço, com lance mínimo de R$ 44 milhões. O vencedor será responsável por licenciamento, execução e custeio da obra e poderá explorar a região por 65 anos, prorrogáveis por outros 20 anos, sob fiscalização da Ceasa. Segundo o presidente da central, Gamaliel Herval, a empresa vencedora também será responsável pela desapropriação da ocupação, caso a situação da área não tenha sido resolvida.

O empreendimento prevê área construída de mais de 551mil m² (hoje são 275 mil m²) e visa a construção de quatro setores de galpões para comércio atacadista e varejista de alimentos, insumos para criação animal e eletrodomésticos, além de hotel, restaurantes, centro de compras, agências bancárias e postos de combustível. Está vetada, no entanto, a instalação de atacadistas hortifrutigranjeiros, para evitar concorrência com aqueles que já estão alocados na Ceasa.

Objetivos. Segundo Herval, os principais objetivos são “melhorar e aumentar condições de armazenamento, refrigeração e distribuição, além de ocupar um espaço nobre”. De acordo com o diretor da unidade, a estrutura atual da Ceasa está atingindo ponto de saturação, com falta de vagas de estacionamento e problemas com fornecimento de energia. “O novo empreendimento garantirá o futuro financeiro da Ceasa”, afirmou.

O lucro da central, de R$ 1,14 bilhão, virá por meio do pagamento de uma taxa de uso do espaço, da qual o consórcio ficará isento nos cinco primeiros anos de concessão. Além disso, o vencedor deverá construir, no novo terreno, em até 18 meses, uma subestação de energia para alimentar tanto as futuras instalações quanto as antigas. Em 24 meses, ele deverá entregar um viaduto ligando os dois espaços.

“Queremos garantir que a estrutura já existente também ganhe com as melhorias e seja valorizada”, afirmou o presidente. Empresas interessadas na execução do projeto têm até 10 de abril para entregar propostas.

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