Broca do café coloca Minas em estado de emergência

Ação visa desburocratizar acesso a produtos que controlam a praga

iG Minas Gerais | da redação |

Prejuízo. A Hypothenemus hampei fura os grãos de café, reduz o peso e prejudica o sabor do produto
Erasmo Pereira / Ascom Epamig
Prejuízo. A Hypothenemus hampei fura os grãos de café, reduz o peso e prejudica o sabor do produto

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decretou ontem estado de emergência fitossanitária em Minas Gerais, por causa do risco de surto de infestação do Hypothenemus hampei, a broca do café. A praga produz furos nos grãos e gera perda de peso e qualidade.

Segundo o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Breno Mesquita, a medida vai reduzir a burocracia no acesso a alternativas que controlem a broca, já que o Endosulfan, inseticida que exercia essa função, foi proibido. “O processo para conseguir os produtos passa por muitos órgãos, como o Ministério da Saúde e o Mapa, e agora, o acesso tornou-se mais fácil”.

De acordo com ele, a falta de controle da praga é preocupante, pois vai afetar a produção de café neste ano. O tamanho do prejuízo, porém, ainda não pode ser mensurado. “Como a safra brasileira começa a partir de maio, só vamos ter uma posição mais firme sobre o problema no momento do beneficiamento dos grãos”, explica.

Em 2013, 49,1 milhões de sacas de café foram produzidas no Brasil – 27,6 milhões em Minas Gerais, o que corresponde a 56,2% do total.

Por enquanto, o Estado é o único a decretar estado de emergência, mas, segundo Mesquita, a medida deveria ser ampliada. “É fundamental que a questão seja tratada com seriedade e grande rapidez. É um produto de grande peso na economia mineira, com fortes reflexos na balança do estado. Das lavouras mineiras saem metade da produção brasileira e cerca de um quinto de todo o café mundial”. Controle é prioridade Durante o ano em que o estado de emergência deve vigorar, o Mapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) vão adotar medidas emergenciais. “A broca do café diminui a produtividade e piora a qualidade na exportação do café. Não pode voltar a ser uma praga de importância no Brasil”, disse o diretor de Sanidade Vegetal do Ministério, Luis Rangel.

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