Gasto com táxi é alto nas férias

Parlamentares mineiros usam verba indenizatória para pagar deslocamentos mesmo no recesso

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Rosângela Reis teve gastos com táxi e utilizou R$ 5.000 para pagar combustível
Vagner Antônio /ALMG - 15.3.2011
Rosângela Reis teve gastos com táxi e utilizou R$ 5.000 para pagar combustível

O extrato da verba indenizatória de alguns parlamentares mostra que, mesmo durante as férias, os deputados mineiros não deixaram de circular pelo Estado e que o táxi foi o meio mais utilizado por um grupo. Os valores foram lançados na rubrica “viagens, alimentação e passagens” da verba indenizatória e, em alguns casos, superam os R$ 2.000 em pleno recesso legislativo.

Rosângela Reis (PROS) pagou R$ 2.712 neste grupo de despesa. Deste total, R$ 2.099 foram para uma cooperativa de táxi. Com o montante é possível percorrer 874 km, levando em consideração o valor cobrado pelo quilômetro rodado em Belo Horizonte, que é de R$ 2,40 para a bandeira 1.

Mas o táxi não foi o único meio de transporte utilizado pela deputada nas férias. A Assembleia ainda ressarciu a ela notas no valor de R$ 5.000 em combustível. Procurada pela reportagem, ela não foi encontrada nem retornou as ligações da reportagem.

Antônio Lerin (PSB) chegou a pagar, em janeiro, em duas notas para a mesma cooperativa de taxi, R$ 5.000. Com o valor, seria possível rodar 2.083 quilômetros. De acordo com Lerin, o valor se refere a corridas realizadas em dezembro e janeiro. Foram R$ 1.826,67 no primeiro mês deste ano e R$ 3.173,33, em dezembro. No mesmo mês, o socialista ainda demandou R$ 1.901 para pagar o combustível.

“O valor é ainda maior e pago a diferença do meu bolso. Em 99% dos casos são deslocamentos para a Cidade Administrativa e para o Aeroporto de Confins”, afirmou o socialista.

Segundo ele, o seu gasto com táxi é superior ao dos colegas porque ele optou por não alugar veículos. “Com o táxi, acabo economizando. Meu gasto médio é de R$ 1.500 por mês”, disse.

Na lista dos parlamentares que, aparentemente, preferiram fazer deslocamentos de grandes distâncias com táxi ao em vez de recorrer a empresas de ônibus ou aéreas, no mês de recesso parlamentar, está o deputado Adelmo Carneiro (PT).

No dia 3 de janeiro, ele utilizou o serviço. A nota divulgada no Portal da Transparência é de R$ 1.635. “Geralmente, o táxi é usado pela minha equipe de apoio para levar assessores, prefeitos e vereadores até a Cidade Administrativa para assinatura de convênios ou para solucionar problemas institucionais. Sempre recomendo aos funcionários que economizem e tento aplicar o maior rigor nos gastos”, afirmou o petista.

Além disso, foram necessários para Carneiro mais R$ 1.874 em combustível e outros R$ 5.400 com o aluguel de veículos.

Segundo a assessoria da Casa, os gastos com táxi são permitidos dentro da rubrica de “passagens, hospedagem e alimentação”, pois os deputados podem optar pelo meio que quiserem para se deslocar a trabalho, dentro e fora da capital.

Estrutura. Por mês, cada deputado tem direito a R$ 5.000 dentro da rubrica “viagens, passagens e alimentação”, o mesmo valor é permitido para despesas com combustível e outros R$ 7.000 para custear o aluguel de veículos.

Autorizado

Despesa. Segundo a assessoria da Assembleia de Minas, os gastos com táxi dentro e fora da capital são permitidos dentro da rubrica de “passagens, hospedagens e alimentação”.

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