Sessão-relâmpago e reunião de líderes: acordo zero

Em mais um dia sem votações, vereadores tentam consenso, mas impasse sobre comissões continua

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Godoy diz que PT vai obstruir pauta até Burguês ceder sobre comissões
Mila Milowski/cmbh - 12.3.2014
Godoy diz que PT vai obstruir pauta até Burguês ceder sobre comissões

Se depender da bancada do PT na Câmara de Belo Horizonte, a pauta de votações vai continuar travada. Sem consenso e com muitas questões mal-resolvidas com o presidente da Casa, Léo Burguês (PTdoB), a sessão de ontem durou apenas sete minutos e foi encerrada para que os vereadores pudessem se reunir.

Os líderes tentaram chegar a um acordo sobre a representação nas comissões, um dos pontos de insatisfação, o que não aconteceu.

Os petistas acusam o Executivo de intervir na formação dos colegiados – que já estava definida desde o ano passado – para não ter que enfrentar qualquer dificuldade na aprovação dos projetos de seu interesse. A mudança na composição de algumas comissões foi aprovada em uma resolução que alterou o regimento interno da Casa, permitindo que os integrantes da Mesa Diretora pudessem compor os colegiados.

A bancada do PT denuncia a criação de “supervereadores”, que acumulam função e poder dentro da Casa. O entrave tem comprometido o andamento dos trabalhos em plenário, que completa hoje um mês sem votar qualquer projeto.

“Nossa posição é de não flexibilizar. É inaceitável a intervenção do Executivo na composição das comissões. A obstrução vai até que a composição dos colegiados volte a ser como era antes”, criticou o vereador Arnaldo Godoy (PT).

Verba indenizatória. Outro tema que tem gerado impasse na Casa é a mudança no atual modelo de verba indenizatória. Durante reunião do colégio de líderes, os vereadores acusaram Léo Burguês de desrespeitar os colegas ao “se promover eleitoralmente” usando o mote da extinção da verba.

Presidente da comissão que discute o tema, o vereador Ronaldo Gontijo (PPS) diz que uma mudança no modelo é, agora, unanimidade na Casa. “Vamos buscar modelos para substanciar o relatório que vai ser entregue”, afirmou Gontijo.

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