Quarto envolvido na execução de casal dado como sumido se entregou

Suspeito foi ouvido e encaminhado para presídio de Caeté, na região metropolitana; a delegada responsável pelo caso informou por meio da assessoria da Polícia Civil que não irá dar entrevistas nesta quinta-feira (13)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Jardel e Sandra estão desaparecidos desde o dia 26 de dezembro
Reprodução Facebook
Jardel e Sandra estão desaparecidos desde o dia 26 de dezembro

Felipe Dias de Oliveira Souza, de 22 anos, se entregou à Delegacia de Homicídios de Sabará, na região metropolitana, nesta quinta-feira (13). O jovem confessou ser o quarto envolvido no assassinato de Sandra Pompermayer de Araújo, 38, e Jardel Alves Madeira, 35, Eduardo Frances de Souza Cunha, 23, que teve como motivação uma dívida de droga de R$ 500.

Souza confessou ter cometido o crime, juntamente com o soldado Daniel Caldeira dos Santos Cruz, do Corpo de Bombeiros Militar, Eduardo Francis de Souza Cunha e Bruno Feitosa Coleta, que já se encontram presos e foram apresentados na quarta-feira (12). O jovem foi ouvido e encaminhado para o presídio de Caeté.

A assessoria da Polícia Civil informou que a delegada responsável pelo caso não irá dar entrevista nesta quinta.

De acordo com as investigações, Madeira era traficante da região do bairro Xangrilá, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde morava, vendendo principalmente maconha, LSD e ecstasy, e Cunha o devia dinheiro.

Os dois teriam combinado que a dívida seria paga no dia 29 de dezembro do ano passado, mas quando Madeira chegou ao encontro foi rendido por Cunha e pelos comparsas Roleta, o soldado do Corpo de Bombeiros Daniel Caldeira dos Santos Cruz, 25, e Filipe Dias de Oliveira, 22. Cruz está detido no 2º Batalhão dos bombeiros e Oliveira está foragido.

Os suspeito logo informaram que Madeira seria morto e se encaminharam para a casa dele, porque pretendiam roubar droga e objetos que encontrassem na residência. Chegando lá, encontraram Sandra, que pensavam estar viajando, e a mataram por ela ter visto a situação. Cruz foi quem enforcou os dois, segundo as investigações. O grupo levou uma televisão, celular e R$ 200.

Semanas antes do crime, Madeira teria falado com Cunha que queria matar um desafeto e que precisava de alguém para realizar o homicídio. Cunha teria apresentado Cruz como matador para Madeira. Os três teriam combinado o pagamento de R$ 3.000 para o assassinato que não chegou a acontecer. A polícia tem as hipóteses de que Madeira tenha desistido ou que os homens não aceitado o preço pelo serviço.

Sandra e Madeira foram vistos pela última vez em 26 de dezembro do ano passado em Venda Nova, na capital. Em 8 de janeiro deste ano, os corpos do casal foram encontrados na MGT–262, que liga Caeté a Sabará, com cabos de aço amarrados no pescoço e com lacres plásticos nos pulsos.

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