Só as vitórias evitam drama

Raposa precisa de arrancada, como fez na Libertadores de 1997, para seguir adiante no torneio

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães e Frederico Ribeiro |

Chegada. Elenco celeste retornou ontem a Belo Horizonte, após a derrota contra os uruguaios, na terça-feira
GUSTAVO BAXTER/ O TEMPO
Chegada. Elenco celeste retornou ontem a Belo Horizonte, após a derrota contra os uruguaios, na terça-feira

A fama é de copeiro, mas a atual realidade do Cruzeiro está longe daquela que o clube ostentou nas décadas de 90 e 2000, pelo menos quando se trata de títulos em campeonatos de “tiro curto”. Depois de dois anos longe da Copa Libertadores, a Raposa retornou ao torneio continental e, até agora, mostrou muito pouco para uma equipe que sonha com o tricampeonato.

O ano de 2014 marca o segundo pior início do Cruzeiro em 14 participações na Copa Libertadores. A atual campanha do clube, duas derrotas e uma vitória, só não é pior do que em 1997, quando o time sofreu três derrotas consecutivas nos três primeiros jogos. Bicampeão continental, o Cruzeiro somou na atual edição da Libertadores apenas três pontos – de nove disputados –, e terá que apresentar arrancada parecida com a alcançada em 97, quando chegou ao seu segundo título na competição, se quiser avançar às oitavas de final do torneio.

Com mais três partidas a fazer, duas em casa (Defensor-URU e Real Garcilaso-PER), e uma fora (Universidad de Chile-CHI), o Cruzeiro não tem mais o direito de vacilar. Se quiser uma classificação menos traumática, precisa vencer todos os compromissos que tem pela frente. Dessa forma, a Raposa chegaria a 12 pontos, pontuação que nos últimos 13 anos garantiu classificação tranquila às oitavas de final, segundo o site Futdados. “Acho que não só o próximo jogo contra o Defensor, mas os três jogos restantes são importantes. A nossa equipe tem que vencer e vamos fazer o melhor possível para voltar a somar os pontos. Só a vitória nos interessa”, afirmou o zagueiro Bruno Rodrigo.

Mesmo se não vencer todos os jogos a situação do Cruzeiro não ficaria desesperadora. No entanto, seria possível pensar, apenas, em um empate e duas vitórias, que dariam mais sete pontos e, dessa forma, os celestes chegariam a 10. Ainda de acordo com o Futdados, de 50 equipes que chegaram a essa marca nos últimos 13 anos, 46 avançaram às oitavas e quatro ficaram “pelo caminho”.

Com uma pontuação menor é possível chegar à classificação? A resposta é sim, mas a garantia de que isso aconteça é muito menor. De 2000 a 2013, 34 equipes se classificaram com nove pontos e 19 foram eliminadas. Com oito pontos, foram 12 classificados e 26 eliminados e, com sete tentos, 34 times saíram na primeira fase e três seguiram adiante. “Temos força em casa. Na Libertadores é preciso somar pontos fora também e, infelizmente, nós não somamos”, lamentou Dagoberto. (Com Bruno Trindade)

Superação azul

“O Cruzeiro teve no último ano muitas vitórias e a gente espera que elas retornem. Nós temos convicção e muita confiança no grupo, além de certeza da força da torcida. Dificuldades sempre vão existir, agora é superar os obstáculos, porque as porradas sempre vêm”

Alexandre Mattos - Diretor do Cruzeiro

Cenário

10 pontos foi o suficiente para 46 equipes se classificarem.

1 clube apenas não avançou com 11 pontos nos últimos 13 anos.

100% das equipes se classificaram com 12 pontos entre 2000 e 2013.

Histórico

7 pontos foi a menor pontuação de um classificado em 2013.

34 equipes foram eliminadas com sete pontos entre 2000 e 2013.

4 clubes foram eliminados com 10 pontos nas 13 Libertadores.

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