Órgão acusa prefeitura de negligência

iG Minas Gerais |

As longas filas de espera para a realização de cirurgias oncológicas em quatro hospitais da capital podem também ser de responsabilidade da Comissão Municipal de Oncologia, que encaminha os pacientes doentes para as instituições e, a partir daí, deve fiscalizar e controlar a realização do tratamento. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) alega que, após o encaminhamento, não havia a fiscalização.

“Ela (a comissão) acreditava que os hospitais faziam o que deveriam”, afirma a promotora Josely Ramos Pontes. O gerente do Centro Municipal de Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde, Fábio Guerra, responsável pela comissão, nega a existência das filas de espera e diz que nos últimos dois anos não foram identificados problemas no atendimento oncológico dos oito hospitais auditados.

“A maioria dos pacientes está sendo atendida no prazo certo, de 60 dias. Casos (de atrasos) pontuais existem e, à medida que vão acontecendo, vamos pedindo informações individualizadas”. Guerra garantiu que todos os pacientes são acompanhados por meio de relatórios mensais, e que os atrasos nas cirurgias podem acontecer em função dos pacientes não terem condições médicas para operar. (JHC/JVC)

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