Comissão revoga atos aprovados por Feliciano

Grupo em defesa da “História das Forças Armadas” foi dissolvido

iG Minas Gerais |



Colegiado retornou às mãos do PT após um ano sob comando do PSC
Lúcio Bernardo Jr
Colegiado retornou às mãos do PT após um ano sob comando do PSC

Brasília. Em sua primeira sessão de votação após a polêmica gestão do deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM)da Câmara adotou nesta quarta-feira um discurso de que é preciso “virar a página” e decidiu interromper ações promovidas pela presidência anterior.

Agora sob o comando do PT, a comissão arquivou todos os requerimentos não votados da gestão de Feliciano, além de sepultar subcomissões montadas no ano passado, entre elas a de Defesa da História das Forças Armadas na Formação do Estado Brasileiro, que era presidida pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), entusiasta do regime militar (1964-1985).

Feliciano, que agora integra a comissão como suplente, apareceu no início da sessão, assinou sua presença, mas se retirou logo em seguida. Bolsonaro não compareceu.

Já o novo presidente da comissão, Assis do Couto (PT-PR), disse ser hora de “pacificar os ânimos”. O que não impediu o deputado Domingos Dutra (SDD-MA), um dos principais opositores de Feliciano, de afirmar que a comissão estava sendo “ressuscitada”.

Aliados de Feliciano, que também permanecem na comissão, reagiram e pediram respeito. Mas eles também falaram em necessidade de que a “página” da gestão Feliciano “fosse virada”. “Na verdade, durante todo o ano passado, tivemos momentos muito difíceis, tensos, que queremos deixar para trás”, disse Roberto de Lucena (PV-SP).

Na semana que vem, os aliados do pastor irão pedir que seu retrato seja colocado na galeria dos ex-presidentes do colegiado, em exibição na comissão. Integrantes da nova gestão, porém, tentam impedir que isso aconteça.

Polêmicas. A gestão de Marco Feliciano na presidência da comissão foi bastante tumultuada e marcada por uma sistemática oposição de movimentos de direitos humanos, que o acusavam de homofobia e racismo.

Em uma das polêmicas em que se envolveu, Feliciano afirmou que africanos sofrem uma maldição bíblica. Em um culto, o deputado mandou prender duas jovens que se beijaram.

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