Governo vê risco maior de apagão

Possibilidade de desabastecimento de energia passa de “baixíssima” para “baixa” em um mês

iG Minas Gerais |

Risco. Reservatórios da hidrelétrica de Furnas estão nos menores níveis em mais de 10 anos
RODRIGO LIMA/29.1.2013
Risco. Reservatórios da hidrelétrica de Furnas estão nos menores níveis em mais de 10 anos

Brasília. O risco de haver dificuldades no suprimento de energia elétrica no país em 2014, que era considerado zero pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e virou “baixíssimo” no mês passado, foi considerado apenas “baixo” pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) ontem, em nota lida pelo secretário de Energia Elétrica do MME, Ildo Grüdtner. Questionado por jornalistas sobre a elevação da percepção do nível de risco de “baixíssimo” para “baixo”, o secretário disse que se limitaria a ler a nota elaborada pelo CMSE.

Em 13 de fevereiro, na última reunião do CMSE, uma nota lida pelo secretário trazia a seguinte frase: “Portanto, a não ser que ocorra uma série de vazões (água que chega aos reservatórios) pior do que as já registradas, evento de baixa probabilidade, não são visualizadas dificuldades no suprimento de energia elétrica no país em 2014”. Na nota lida nesta quarta-feira, consta a mesma oração, com a diferenciação no advérbio.

Apesar do aumento do risco, o governo defendeu o equilíbrio estrutural do sistema elétrico e que “as avaliações prospectivas de desempenho do sistema confirmam a garantia do suprimento do ano de 2014, uma vez que se dispõe atualmente de um parque de geração termelétrico significativo, que deve e vem sendo utilizado sempre que necessário, como complementação à geração hidrelétrica”.

Na nota lida, a cúpula do setor elétrico disse que o início do período úmido de 2014 caracterizou-se pela presença persistente de um sistema de alta pressão no oceano (Atlântico), próximo da região Sudeste, que vinha impedindo o avanço de frentes frias vindas do Sul. “Com isso, não ocorreram chuvas previstas nas principais bacias hidrográficas, onde se localizavam os reservatórios das hidrelétricas.”

Segundo a interpretação do governo, porém, “desde a segunda quinzena de fevereiro, esse fenômeno climático vem se enfraquecendo, propiciando a entrada de frentes frias vindo do Sul e do Centro-Oeste, embora sem a formação da zona de convergência do Atlântico Sul”.

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