Dívida de droga de R$ 500 motivou execução de casal dado como sumido

Vítima, Jardel Madeira, seria traficante na região do bairro Xangrilá, em Contagem; homicídios aconteceram no dia combinado para a dívida ser quitada

iG Minas Gerais |

Eduardo e Bruno foram apresentados nesta quarta-feira
ANDRE FOSSATI / O TEMPO
Eduardo e Bruno foram apresentados nesta quarta-feira

O principal suspeito de ter matado Sandra Pompermayer de Araújo, 38, e Jardel Alves Madeira, 35, Eduardo Frances de Souza Cunha, 23, teve como motivação uma dívida de droga de R$ 500, segundo a Polícia Civil. Na manhã desta quarta-feira (12), Cunha e Bruno Feitosa Roleta, 20, foram apresentados à imprensa.

De acordo com as investigações, Madeira era traficante da região do bairro Xangrilá, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde morava, vendendo principalmente maconha, LSD e ecstasy, e Cunha o devia dinheiro.

Os dois teriam combinado que a dívida seria paga no dia 29 de dezembro do ano passado, mas quando Madeira chegou ao encontro foi rendido por Cunha e pelos comparsas Roleta, o soldado do Corpo de Bombeiros Daniel Caldeira dos Santos Cruz, 25, e Filipe Dias de Oliveira, 22. Cruz está detido no 2º Batalhão dos bombeiros e Oliveira está foragido.

Os suspeito logo informaram que Madeira seria morto e se encaminharam para a casa dele, porque pretendiam roubar droga e objetos que encontrassem na residência. Chegando lá, encontraram Sandra, que pensavam estar viajando, e a mataram por ela ter visto a situação. Cruz foi quem enforcou os dois, segundo as investigações. O grupo levou uma televisão, celular e R$ 200.

Semanas antes do crime, Madeira teria falado com Cunha que queria matar um desafeto e que precisava de alguém para realizar o homicídio. Cunha teria apresentado Cruz como matador para Madeira. Os três teriam combinado o pagamento de R$ 3.000 para o assassinato que não chegou a acontecer. A polícia tem as hipóteses de que Madeira tenha desistido ou que os homens não aceitado o preço pelo serviço.

Sandra e Madeira foram vistos pela última vez em 26 de dezembro do ano passado em Venda Nova, na capital. Em 8 de janeiro deste ano, os corpos do casal foram encontrados na MGT–262, que liga Caeté a Sabará, com cabos de aço amarrados no pescoço e com lacres plásticos nos pulsos. 

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