Gilsão Mão de Pilão aposta em esforço e estudo para crescer no vôlei

Ex-atleta mineiro que começou no Olympico comanda hoje o Voleisul-Paquetá Esportes e tenta levar time à elite da Superliga

iG Minas Gerais | DÉBORA FERREIRA |

ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE SADA FUNEC E VOLEISUL VALIDA PELA SEXTA RODADA DO RETURNO DA SUPERLIGA SERIE B. NA FOTO: GILSON, TECNICO DO VOLEISUL

FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 26.02.2014
DENILTON DIAS/ O TEMPO
ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE SADA FUNEC E VOLEISUL VALIDA PELA SEXTA RODADA DO RETURNO DA SUPERLIGA SERIE B. NA FOTO: GILSON, TECNICO DO VOLEISUL FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 26.02.2014

Conhecido pela força de sua mão dentro das quadras, Gilson Bernardo, ou Gilsão Mão de Pilão, trabalha hoje em um papel diferente dentro do vôlei. Aos 46 anos de idade, o ex-atleta assume o cargo de treinador do Voleisul-Paquetá Esportes-RS, de Novo Hamburgo, time que disputa a Superliga B.

Para enfrentar o desafio, o mineiro nascido em Contagem faz valer toda a sua bagagem de jogador, experiência e muito esforço nos estudos para levar o Voleisul, adversário do Sada-Funec-Contagem nas semifinais, para a elite da competição nacional.

“Primeiro, tenho a pretensão de não ser medíocre. Quando se tem uma carreira mínima como jogador no voleibol, e você quer fazer esse mínimo um pouquinho melhor, tem que estudar muito mais como técnico. Onde vou chegar só o tempo vai dizer, mas o esforço e o estudo vai ter sempre. Meu intuito é fazer um time forte na Superliga B para subir para a A, então até lá o caminho é longo”, afirmou Gilsão.

Na busca pela classificação, Mão de Pilão reencontrou o clube que deu projeção para o atleta em maior nível, o Olympico Club, time de Belo Horizonte que fica no bairro da Serra. Logo veio à memória a lembrança dos desafios do início da carreira, e o treinador ainda mantém um carinho especial pela equipe.

“(No começo) Não tinha dinheiro para muita coisa. Tinha que ir do Bairro das Indústrias, próximo à Vila São Paulo, até o clube do Olympico na Serra a pé, ir e voltar para treinar. Sou muito agradecido pela oportunidade de o Olympico ter me iniciado no voleibol num nível maior, e hoje pude voltar para mostrar que o investimento de tempo e de atenção que me deram deu frutos para mim como jogador e como técnico”, relembrou.

Apesar de ter iniciado a trajetória em Minas Gerais, foi no sul do país que o ex-oposto concretizou sua história no voleibol brasileiro.

“Quando eu passei de juvenil para adulto eu fui jogar na Frangosul, que é em Montenegro-RS, e minha carreira toda foi pautada no sul, onde fui tricampeão brasileiro, tive várias conquistas individuais, fui para a seleção brasileira. Tudo partiu de lá; família, esposa, filhos, estão lá. Eu sou um mineiro sortudo. Sou um mineiro que teve o bom de Minas e do Rio Grande do Sul”, brinca ele.

Ainda dando os primeiros passos como treinador, é com muita cautela que Gilsão fala dos projetos futuros, como uma participação na comissão técnica da seleção. “É a mesma coisa de perguntar a um pintinho se ele quer ser galo. Deixa ele ser pintinho primeiro”, finaliza ele, aos risos.