Alimentos ajudam a puxar inflação na primeira prévia de março, diz FGV

Principal contribuição veio de hortaliças e legumes (-3,26% para 9,16%); ítens como tomate e batata-inglesa tiveram papel importante para essa aceleração

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os preços ao consumidor e no âmbito da construção civil contribuíram no sentido de frear um impulso maior do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que subiu 1,16% na primeira prévia de março (contra 0,22% na apuração de fevereiro) impulsionado pelo atacado, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os dois indicadores desaceleraram na passagem do mês. No caso do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a taxa migrou de 0,58% na primeira prévia de fevereiro para 0,51% em igual período de março. Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa apuradas no índice desaceleraram.

O destaque ficou com o grupo Educação, Leitura e Recreação (2 10% para -0,35%), com o alívio nos preços dos cursos formais (2 61% para -0,01%). Apesar disso, a alimentação ganhou força e subiu 0,99% na prévia divulgada nest6a quarta-feira, contra 0,13% na apuração de fevereiro.

A principal contribuição veio de hortaliças e legumes (-3,26% para 9,16%). Itens como tomate (-12,71% para 19 46%) e batata-inglesa (-11,20% para 13,53%) tiveram papel importante para essa aceleração.

As outras quatro classes de despesa que desaceleraram foram Despesas Diversas (2,37% para 0,53%), Habitação (0,61% para 0 45%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,33%) e Comunicação (0,25% para 0,14%).

Os itens que contribuíram para estes movimentos foram cigarros (4,44% para 0,05%), eletrodomésticos (2,65% para -0,62%), salão de beleza (1,17% para 0,12%) e tarifa de telefone móvel (0,64% para 0,04%), respectivamente.

Em contrapartida, além de alimentação, aceleraram Transportes (0 68% para 0,79%) e Vestuário (-0,31% para -0,18%), puxados por tarifa de ônibus urbano (0,70% para 1,23%) e roupas (-0,60% para -0,41%), respectivamente.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,21%, menos da metade da taxa verificada na primeira prévia de fevereiro (0,54%).

A principal influência foi a estabilidade no custo da mão de obra, ante variação de 0,50% no mês passado. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou de 0,59% para 0,44% no período.

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