Meta igual, fórmula diferente

Equipe não deve encantar como no ano passado, mas prometer ser eficiente

iG Minas Gerais | Fernando Almeida e Thiago Prata |

Linhas diferentes. Com Cuca, time alvinegro fazia muitos gols, mas também levava
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO 07.
Linhas diferentes. Com Cuca, time alvinegro fazia muitos gols, mas também levava

A luta pelo bicampeonato da Copa Libertadores vem sendo trabalhada por etapas pelo elenco atleticano, assim como se deu na conquista do inédito título de 2013. A partir das 22h desta quarta-feira, contra o Nacional-PAR, no estádio 3 de Febrero, em Ciudad del Este, o Galo escreverá o terceiro capítulo da busca pelo primeiro lugar geral da fase de grupo, tentando repetir o feito do ano passado. A fórmula utilizada para tentar repetir a dose é que acabou se modificando.

Se em 2013 o time então comandado por Cuca era uma máquina de fazer gols e deu show na etapa de grupos, a equipe dirigida por Paulo Autuori prima pelo equilíbrio tático em vez de protagonizar espetáculos na principal competição sul-americana.

Na temporada passada, os jogadores estavam acostumados a sufocar os adversários na fase de grupos, tendo obtido cinco vitórias dos seis duelos que disputou. Graças ao poder de fogo do ataque, o time balançou as redes 16 vezes, o que foi crucial para o Galo cravar o primeiro lugar geral da etapa.

Com a chegada de Autuori, os atletas tiveram que se adaptar a um novo estilo de jogo, com ênfase no toque de bola rápido em vez de apostar na ligação direta, tão costumeira na era Cuca. Além disso, o time dá pinta de que as atuações tanto dentro quanto fora de casa manterão um padrão, diferentemente de 2013, quando a equipe alvinegra oscilava demais longe de seus domínios.

Dentre às novidades da temporada estão a inversão de papéis dos laterais. No último ano, Marcos Rocha atacava mais e o ala-esquerdo – seja ele Richarlyson, Lucas Cândido ou Junior Cesar – ficava mais plantado na marcação. Já em 2014, o lateral-direito passou a dar ênfase no aspecto defensivo, dando liberdade ao argentino Dátolo, meia de origem, a apoiar com frequência. Quem também passou a avançar mais são os volantes.

É com essa nova cara que o Atlético espera mostrar evolução nesta noite, contra o Nacional. “A gente já vê uma grande evolução. Do primeiro jogo até agora, fisicamente está todo mundo 100%. O trabalho do Autuori está surtindo efeito, estamos tocando mais a bola, sem fazer ligação direta”, definiu o atacante Jô.

Em dois jogos nessa Libertadores, o Galo não foi primoroso, mas superou Zamora-VEN, por 1 a 0, e Santa Fe-COL, por 2 a 1, de virada.

Evolução

“A gente já vê uma grande evolução na nossa equipe nesse início de temporada. O time está aprendendo a jogar fora de casa. Estamos tendo mais inteligência. Começamos o ano ganhando vários jogos fora de casa. Isso já é um grande passo.”

Jô - atacante do Galo

Expectativa

“O Nacional é um adversário que defende bem, joga com linha de quatro atrás que não se desfaz. Uma equipe que joga se defendendo e saindo rápido ao ataque. Sabemos que é um jogo decisivo, que nos coloca numa condição excelente se vencermos.”

Paulo Autuori - técnico do Galo

Fase de grupos

15 pontos fez o Galo em 2013, obtendo o primeiro lugar geral

6 pontos obteve o time nos dois jogos que teve em 2014, até agora

2,6 gols foi a média em 2013; 1,5 é a média do Atlético em 2014

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