Grupo discutirá as capivaras de BH

Comitê quer averiguar se os animais estão transmitindo a febre maculosa

iG Minas Gerais | natália oliveira |

Situação. Cerca de 250 capivaras habitam a orla da lagoa da Pampulha, segundo estimativa da prefeitura
Uarlen Valério - 26.2.2014
Situação. Cerca de 250 capivaras habitam a orla da lagoa da Pampulha, segundo estimativa da prefeitura

Uma comissão interinstitucional foi criada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para discutir as ocorrências de febre maculosa – doença infecciosa transmitida pelo carrapato-estrela – e o manejo das capivaras (hospedeiras do transmissor) na orla da lagoa da Pampulha, na capital. A suspeita é que esses animais estejam infectados com a doença. Nesta quarta-feira, às 14h, a comissão se reunirá na UFMG para discutir o tema.

Os principais objetivos do grupo são reduzir os carrapatos da orla da lagoa controlando os roedores, como as capivaras, e os equinos (cavalos), já que ambos alojam os transmissores da febre maculosa. Haverá ações educativas com proprietários de cavalos da região, e uma vigilância da febre maculosa durante a Copa do Mundo.

O professor de zootecnia Leonardo Boscoli, que integra a comissão, explicou que a intenção é fazer trabalhos em campo para minimizar o problema. Segundo ele, devem ser colhidos carrapatos e amostras dos sangues das capivaras para estudos. “O que queremos levantar, principalmente, é qual a real participação das capivaras na transmissão dessa doença”.

O professor explicou ainda que o trabalho da comissão será feito com a participação de professores de vários setores da Faculdade de Veterinária da UFMG e serão convidadas também secretarias ligadas ao setor público e entidades que possam contribuir para o tema.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou que uma documentação para a retirada das cerca de 250 capivaras da orla será apresentada nesta semana ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Na semana que vem, o órgão deve definir a empresa que fará o manejo dos animais.

Como medidas para evitar a disseminação da doença a prefeitura pretende cercar os animais em um área que pertence ao parque ecológico da Pampulha. Será feita também uma espécie de barreira química com carrapaticidas para evitar a disseminação do carrapato-estrela.

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