Sem mudança de comportamento

iG Minas Gerais |

Apreciadores de cerveja não acham que a informação de que há milho transgênico no rótulo da bebida vá mudar o comportamento da maioria dos consumidores.

O pesquisador de economia Cláudio Shikida conta que não sabia que as cervejas produzidas pelas grandes indústrias brasileiras contêm em sua composição milho transgênico. “Na verdade, não vejo problema nisso”, diz o consumidor apreciador de cervejas artesanais e também importadas.

Há cerca de quatro anos, a preferência dele tem sido por este tipo de bebida. “A primeira vez que tomei uma cerveja deste tipo foi em 2002, nos Estados Unidos, por curiosidade, e gostei. Anos mais tarde, quando o mercado foi aumentando no Brasil, passei a tomar novamente. Entre as bebidas alcoólicas, a cerveja é, com certeza, a minha predileta”, ressalta. Shikida frisa que evita as cervejas das grandes produtoras. “Quando não tem, bebo um pouco, mas não é a mesma coisa da bebida artesanal ou importada. A graça está no sabor. É questão de gosto mesmo. Tem gente que pode experimentar e não gostar”, diz. Para ele, vale a pena pagar um pouco mais pela cerveja chamada diferenciada.

Para Scharmack Vieira, outro apreciador da bebida, a cerveja comum é apropriada para o clima do país. “Ela não é tão forte e é menos encorpada. Pode ser tomada de dia, por exemplo, em um churrasco com os amigos”, frisa.

Ele afirma que sabe que a bebida dos fabricantes de grande porte contém transgênico e diz que essa informação não muda muita coisa para o consumidor brasileiro. (JG)

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