Pesquisa é o ‘retorno’ da alucinação à psiquiatria tradicional

iG Minas Gerais |

Nova York. A nova publicação marca a mais recente de uma série de pequenos passos de uma coalizão informal de pesquisadores e arrecadadores de recursos que trabalham para levar as alucinações de volta ao seio da psiquiatria convencional. Antes de a pesquisa ser proibida nos Estados Unidos em 1966, os médicos testaram a eficácia do LSD em uma série de sintomas, incluindo a ansiedade do fim da vida.

Porém, nos últimos anos, psiquiatras norte-americanos e do exterior – trabalhando em conjunto com órgãos reguladores públicos e conselhos éticos – testaram a terapia com auxílio do ecstasy para transtorno de estresse pós-traumático; e outros estudos clínicos com alucinógenos estão a caminho.

“A iniciativa é política e científica”, disse Rick Doblin. “Queremos tirar essas substâncias do crivo da contracultura e trazê-las de volta ao laboratório como parte de um renascimento psicodélico”.

No decorrer do estudo, todos os pacientes falaram durante períodos com Peter Gasser, que atuou como âncora na tempestade e colega explorador, acompanhando as fontes dessas emoções. No jargão da profissão, a terapia foi focada no paciente, aberta e “integradora”, no sentido de se concentrar em hábitos atuais de pensamento e em antigas cenas da infância.

“Eu tive o que se poderia chamar de experiência mística, creio eu, que durou algum tempo, e a maior parte foi composta de aflição pura com todas aquelas lembranças das quais eu havia me esquecido com sucesso durante décadas. Esses sentimentos dolorosos, remorsos, o medo da morte. Eu me lembro de sentir muito frio durante um longo tempo. Eu estava tremendo, embora suasse. Era um frio mental, creio eu, uma lembrança da negligência”. (BC/NYT)

 

Colateral

Efeito. Durante o estudo suíço, a droga não causou efeitos colaterais sérios, dizem os pesquisadores, somente períodos de aflição temporária, considerados valiosos terapeuticamente.

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