Em Nova Serrana sobram vagas nas fábricas de calçados

iG Minas Gerais |

Em Nova Serrana, sede da Crômic, o proprietário da empresa Júnior César Silva diz que sempre tem de cinco a oito vagas disponíveis para preencher. “Se você andar em 50 fábricas, em 30 delas tem placa com vaga. Em uma quadra da cidade, a pessoa não anda sem ter uma vaga”. Com média salarial de R$ 1.000, se uma família tiver cinco pessoas, todas elas estarão trabalhando no setor calçadista.

Em 2013, a Crômic cresceu 10% ante 2012 e Silva acredita que em 2014 a alta deve ser de 20% a 25%. “Desde janeiro já começamos a faturar mais, em fevereiro vendemos bastante e em março estamos com a produção vendida”.

Sem divulgar o faturamento, Silva diz apenas que, em volume de vendas, vai faturar R$ 4 milhões a mais neste ano. Tudo devido à mudança de perfil na produção para calçados femininos com mais pesquisa e visitas a clientes. “Isso já é uma vitória num mercado de burocracia grande com encargos diversos e escassez de mão de obra tremenda”, informa.

A Crômic chegou a ter 35% da produção exportada. “Tínhamos o mercado da Argentina, hoje tem muita barreira comercial de lá com o Brasil e também atrapalha o preço do dólar que antes era bem mais atrativo”. A Crômic exportava um tênis a US$ 7,50 enquanto um chinês custava US$ 6,50. Agora, um tênis da Crômic custa de US$ 15 a US$ 16. (HL)

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