Crômic muda produção para os ‘sneakers’

Fábrica em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, faz 2.000 pares de sapatos por dia

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Os sneakers surgiram na Europa, em 2012, e viraram febre no Brasil
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Os sneakers surgiram na Europa, em 2012, e viraram febre no Brasil

Há 20 anos, a Crômic, em Nova Serrana, polo calçadista no Centro-Oeste mineiro, sempre foi direcionada à fabricação de tênis. No ano passado, o foco da produção mudou e entre 70% a 80% foram direcionados para calçados femininos, dentre eles, os sneakers, que têm salto embutido e estão na moda desde o lançamento na Europa, há dois anos. “O mercado de calçado esportivo caiu bastante e passamos a trabalhar com moda feminina”, justifica o proprietário da Crômic, Júnior César Silva, para a mudança.

Num mercado de grande concorrência, Silva conta que os homens estão usando muito sapatênis e o consumo de tênis está bem menor. O empresário lembra que na última feira que participou, em São Paulo, em 20 pés masculinos observados, apenas três usavam tênis, nos outros 17, eram sapatênis. “E tênis é marketing, a empresa precisa gastar muito com a divulgação do produto”, acredita.

Por isso, a aposta da empresa é em condições melhores de crescimento em produtos da moda como os chamados sneakers.

E por que essa escolha? Silva explica que houve uma febre dos sneakers no Brasil. “E agora, quem viajou para os Estados Unidos e Europa, viu que é uma tendência. Então, vamos produzir de acordo com a moda e acreditamos que os sneakers vão durar mais alguns anos”. Mas, se no ano que vem, o novo gosto feminino for a bota, por exemplo,Silva diz que pode muito bem mudar a produção.

Atualmente, a Crômic fabrica 2.000 pares por dia. Sneakers correspondem a 60% da produção e o restante se divide em tênis, sapatênis masculino, casuais femininos e infantil. As vendas de sneakers são principalmente para os mercados de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Com 120 funcionários, em 2.000 m² de área construída da fábrica, a Crômic vende para 3.000 pontos de venda incluindo desde lojas menores a grandes redes no Brasil. “No ramo de calçado, preferimos valorizar o produto, aumentando o faturamento, fazendo de R$ 30 a R$ 35 em média para chegar a R$ 50 sem aumentar muito pessoal e produção”, explica. De acordo com Silva, isso é possível com um produto diferenciado que só ele tem para poder negociar melhor. “Isso se consegue com pesquisa”.

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