Tempo de mentiras

iG Minas Gerais |

Todo fato tem sempre duas versões, a verdadeira e a mentirosa, e bem se diz que a história não é constituída por fatos, mas por suas versões. Admiro profundamente a poesia de Mário Quintana e os conceitos que deixou. Sobre a mentira, ele disse apenas que “é uma verdade que se esqueceu de acontecer”. Por ser cartesiano, penso que a verdade é consequência da dúvida, mas sei também que a verdade política é, geralmente, a versão conveniente. Quer coisa mais inconsequente e forçada que essas tais Comissões da Verdade? Por que verdade, e não dúvida? Assim, terminado o prazo desse recreio das esquerdas, seria recomendável a constituição de “comissões das mentiras” para desfazer as verdades convenientes e fazer prevalecer a verdade verdadeira. Parece um jogo de palavras, mas, não é. E se ficou dúvida é porque não tive capacidade de me fazer entender. Tenho minha verdade sobre os fatos que essas comissões têm interesse em afirmar e, se não tenho dúvidas, é porque vi e assisti à revolução que impediu que a sanha comunista tomasse o poder no Brasil. Querem, depois de quase 50 anos, que a história seja escrita como se estivesse sendo vista por um binóculo virado ao contrário, como um fato menor. Muitos desses ativistas que aí estão querem entrar para a história que eles ouviram contar, ou melhor, para a versão que afirma que tudo não passou de um golpe dos militares a fim de tomar o poder, para dele tirar proveito. Não sou nem estive cego ou doido para mentir para mim mesmo e acreditar em minhas mentiras. O Brasil daquela época não era muito diferente deste de agora, exceto pelo fato de que havia muito menos gente mamando nas tetas da nação. Somos hoje líderes da Venezuela, país que importa, mas não paga, o papel higiênico que nos compra; da Bolívia, que leva vantagem conosco por falta de atitude de um presidente demagogo como o ex-Luiz, de Cuba, que nos vende gente, num comércio que contraria tudo que existe em termos de direitos humanos; tudo sob a consultoria de um ex-presidente analfabeto, que fala em Marx e Lênin como se fossem jogadores do Corinthians. Querem porque querem mudar a história da vida de Jango e de JK, como queriam que o ex-presidente Allende, do Chile, tivesse sido assassinado. Exumaram os cadáveres de Allende e de Jango e procuram argumentos novos para modificar os atestados de óbito. Quanto a Juscelino, é diferente e igual, ao mesmo tempo. Querem que o ex-presidente seja declarado vítima de assassinato por decreto da terrorista dona Dilma. Não duvido de mais nada. Tudo é possível, até que o ex-Luiz, em sua última visita a Cuba, tenha viajado pagando passagem. Será? Um assunto que preocupa o mundo, e deve estar preocupando o governo brasileiro, é a invasão da Ucrânia pela Rússia através da Crimeia. Já aquele pacificador, responsável pela paz entre Israel e os árabes, está sendo esperado na ONU para falar, provavelmente, sobre existencialismo.

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