Dívidas: já passou da hora de acabar com elas

iG Minas Gerais |

A maioria das pessoas que se encontra endividada tem muita dificuldade de encontrar uma saída para esse grande problema. Não parece haver uma luz no fim do túnel. E acaba acontecendo uma coisa ainda pior: tudo o que fazem acaba por agravar ainda mais a situação. O buraco vai ficando cada vez maior! Onde está o erro? Está na falta de planejamento. Nesses casos, as pessoas não estão resolvendo o problema, mas sim tentando apagar os incêndios causados pela roda-viva das dívidas.

O primeiro passo é levantar todo o seu endividamento. Onde devo (uma loja, um banco, uma financeira ou um parente), qual tipo de dívida (empréstimo, prestação vencida, conta atrasada, cheque especial, cartão de crédito ou cheque devolvido, por exemplo) e o mais importante: qual é a taxa de juros que está corrigindo aquela dívida. Se você quiser, faça uma tabela com todo esse levantamento. É uma forma de você visualizar o tamanho do seu problema e poder depois analisar as alternativas para solucioná-lo.

O segundo passo é fazer uma revisão no seu orçamento doméstico. Quase todas as dívidas são resultado de um processo de desequilíbrio orçamentário. Gastamos mais do que ganhamos e vamos complementando isso com as dívidas. É uma bola de neve que começa pequena, mas que, de repente, está sem controle ladeira abaixo. Se você não tem ainda um orçamento, já passou da hora de começar a fazer o seu. Na revisão do orçamento, devemos também procurar ver quais as despesas podemos temporariamente cortar ou eliminar. Essa quantia que pode passar a sobrar vai ser importante para a quitação das dívidas.

O próximo passo é ver se você possui alguma reserva financeira. Mas como alguém que está com dívidas pode ter algum dinheiro guardado? Isso é mais comum do que se imagina. A pessoa está economizando dinheiro para comprar um carro, por exemplo. E fala que não mexe naquele dinheiro em hipótese alguma. E, por alguma outra circunstância, acaba ficando endividada. Com isso, ela passa a pagar uma taxa de juros monstruosa (as taxas de juros do cheque especial chegam a passar de 10% ao mês) na sua dívida e recebe uma remuneração do seu dinheiro guardado que fica longe de 1% ao mês. Em resumo, todo mês, essa pessoa perde muito dinheiro que poderia estar sendo guardado para a compra do seu carro. Então, se você tem algum dinheiro guardado, use-o para quitar ou diminuir suas dívidas e, reequilibrada a situação, volte a poupar ainda mais.

Depois de tudo isso, o passo mais importante é começar a liquidar as dívidas. Uma saída pode ser substituir toda sua dívida por uma dívida mais barata. E como se faz isso? Uma pessoa que está devendo o cheque especial e o cartão de crédito (duas das modalidades de crédito que têm as taxas de juros mais altas) pode ir ao seu banco e fazer uma linha de crédito pessoal (que tem juros mais baixos). O importante é que a nova prestação assumida não seja mais do que o seu orçamento permite. Outra saída é ir quitando as dívidas pouco a pouco. Devo escolher primeiro aquelas que têm as maiores taxas de juros. Ao querer pagar uma dívida, você passa a ter um bom poder junto aos seus credores. E pode aproveitar isso em seu benefício. Cada acerto não deve nunca comprometer seu orçamento.

Neste mês, continuo com a promoção do livro “Meu Dinheiro”, buscando que mais pessoas possam adquiri-lo. Os leitores interessados podem me enviar um e-mail que retorno com as indicações de como proceder. No livro, são discutidos temas importantes sobre finanças pessoais de uma forma que ajude os leitores a melhorar o seu relacionamento com o dinheiro.

Mandem dúvidas e sugestões para o e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br

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