CBV abrirá auditoria para investigar casos de corrupção

Entidade máxima do vôlei brasileiro é acusada de desvio de dinheiro em contratos com o Banco do Brasil ,

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Divulgação/CBV
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Na tarde desta terça-feira, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou nota para informar que realizará auditoria externa para apurar a denúncia de corrupção.

Denúncias feitas pelo repórter Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, estão mostrando a realidade que se passa nos acordos feitos pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Segundo o jornalista, cerca de R$ 20 milhões foram destinados a terceiros no momento da assinatura de contrato entre a entidade e o Banco do Brasil. Estariam envolvidos no escândalo Marcos Pina, ex-superintendente da CBV e Fábio Azevedo, braço direito de Ary Graça, ex-presidente da CBV e atualmente presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Após a primeira denúncia, Pina foi afastado do cargo. O motivo seria o envolvimento da SMP Consultoria Esportiva e Representações LTDA. na transação entre CBV e a instituição financeira. Contatada, o Banco do Brasil afirmou que o acordo se deu diretamente com a CBV. O contrato seria do primeiro dia de 2012 até 30 de junho de 2017.

A segunda denúncia, realizada nesta terça-feira, culminou em nota da CBV afirmando que vai abrir auditoria para analisar os contratos. Neste caso, a empresa envolvida seria a S4G Gestão de Negócios, de Azevedo. Este consta, ainda, como diretor geral da FIVB, cargo logo abaixo de Graça. O contrato teria período entre 15 de abril de 2011 e 30 de junho de 2017.

O motivo da destinação de verba seria por "prestação de serviços de representação e assessoria comercial".

Em ambos os casos, o acordo seria de cinco anos, por comissão pelo contrato de patrocínio entre CBV e Banco do Brasil.

Confira na íntegra a nota divulgada pela CBV nesta terça-feira

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) decidiu contratar auditoria externa, de reputação reconhecida, para avaliar contratos de terceirização de serviços assinados na gestão anterior. A auditoria, que complementará processo de revisão interna já iniciado pela instituição, irá incluir a apuração de denúncias publicadas pela imprensa sobre supostas irregularidades em alguns desses contratos.

O objetivo é ter um diagnóstico preciso do impacto desses contratos para a instituição. E, a partir dos resultados da auditoria, definir as medidas que serão adotadas. A escolha da empresa de auditoria deverá ser definida nos próximos dias.

A atual gestão da CBV informa ainda que todos os contratos mencionados nas denúncias tiveram seus pagamentos suspensos preventivamente ou já foram cancelados. Ressalta ainda que solicitou o pronto afastamento do ex-superintendente-geral, Marcos Pina.

Será realizada também uma avaliação jurídica dos referidos contratos.

Iremos realizar uma revisão completa de todos os contratos de terceirização de serviços para tomar as providências necessárias caso problemas sejam detectados", explica o novo superintendente-geral da CBV, Neuri Barbieri. A CBV reafirma seu compromisso com o voleibol e reforça que sua atuação é mundialmente reconhecida como exemplo de boa gestão esportiva. Em razão do trabalho profissional desenvolvido pela CBV, instituição fundada em 1954, o voleibol brasileiro é referência mundial. A CBV entende que a defesa do esporte está atrelada à adoção de atitudes transparentes e de rigor em relação à sua gestão