Vila da Serra confirma isolamento de paciente com superbactéria

Porém, ainda não foi confirmado é que essa seja a KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase); uma amostra do sangue do idoso de 70 anos foi enviada para a Fundação Ezequiel Dias (Funed) para tentar identificar a infecção

iG Minas Gerais | BÁRBARA FERREIRA / CAMILA KIFER |

O Hospital Vila da Serra, localizado em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, confirmou na tarde desta terça-feira (10) que um paciente da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) está isolado em função de uma superbactéria. O que ainda não foi confirmado é que essa seja a KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase).

A confirmação aconteceu durante uma coletiva, na tarde desta terça, na unidade de saúde, presidida pelo doutor Estevão Urbano, coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), e do diretor clínico do hospital, Márcio de Almeida Salles.

A informação é que o paciente, um idoso de 70 anos, que realizou uma cirurgia para a retirada de um câncer de intestino, está isolado pela segunda vez. Em 28 de janeiro deste ano, ele foi colocado longe de outros paciente por ter contraído uma infecção. Na ocasião, ele recebeu tratamento a base de antibióticos. Na quarta-feira (5), o mesmo foi novamente isolado e ficou constatado de que ele foi infectado pela superbactéria.

Uma amostra do sangue do paciente foi retirada e enviada para a Fundação Ezequiel Dias (Funed) para identificar a superbactéria contraída por ele. A expectativa é que o resultado do exame fique pronto em 40 dias.

Para o coordenador da CCIH, o hospital tem condições de realizar o tratamento da KPC se necessário.“O tratamento de qualquer superbactéria é o mesmo. O fato do hospital nunca ter registrado ainda um caso com KPC não significa que a instituição não esteja preparada para atender este paciente” declara Urbano.

Já o diretor clínico entende que a situação não irá afetar o hospital. “O caso do paciente não vai impossibilitar novas internações. E não há necessidade de isolar todo o hospital”, afirma Salles.

De acordo com a CCIH, o paciente mais debilitado corre o risco de ser infectado pela doença, já que ela se desenvolve por meio do uso excessivo de antibióticos.

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