Para 'fugir' de vaias, Blatter e Dilma não discursarão na Copa

Medida é uma forma de evitar as críticas e atenuar protestos contra as autoridades governamentais dentro do Itaquerão, palco do duelo inaugural entre Brasil e Croácia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

As vaias ensurdecedoras ouvidas pela presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa Joseph Blatter durante a cerimônia de abertura da Copa das Confederações, torneio realizado no ano passado, não deverão ser problema na Copa do Mundo. Em entrevista à agência de notícias alemã DPA, Blatter afirmou que a cerimônia inaugural do Mundial não terá discursos.

A medida é uma forma de evitar as críticas e atenuar os protestos contra as autoridades governamentais dentro do Itaquerão, palco do duelo entre Brasil e Croácia, marcado para o dia 12 de junho. No ano passado, a Copa das Confederações coincidiu com um momento de extrema instabilidade no país.

As ruas das principais cidades brasileiras foram tomadas por pessoas ávidas por mudanças políticas e sociais, entre outras reivindicações o alto custo da Copa do Mundo era o principal alvo.

Apesar do clima ainda instável, Blatter está certo de que os protestos intensos registrados em 2013 não se repetirão durante a Copa do Mundo. A situação, de acordo com o presidente da Fifa, estaria mais calma no Brasil. "Estou convencido que os protestos sociais não vão poder utilizar os mesmos argumentos usados na Copa das Confederações porque eles não são válidos. Estou convencido de que a situação se tranquilizou", concluiu. 

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