Dilma diz que Unasul deve criar comissão para tratar crise venezuelana

Ministro da Venezuela afirma que vai apresentar proposta para grupo participar de diálogo com oposição

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) deve criar uma comissão de interlocutores entre o governo venezuelano e a oposição durante a reunião desta quarta-feira em Santiago do Chile.

A informação foi dada nesta terça-feira (11), pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), em uma rápida entrevista antes do encontro bilateral com a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet.

"Os presidentes mandaram os seus ministros de Relações Exteriores para fazer uma reunião, criar uma comissão, que pode ter todos os países da região, e fazer a interlocução pela construção de um ambiente de acordo, consenso, estabilidade, na Venezuela", disse Dilma.

Nessa reunião, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, pretende apresentar uma proposta para que a comissão participe do diálogo com a oposição venezuelana na conferência de paz convocada pelo governo de Nicolás Maduro.

"Vamos mostrar aos colegas da Unasul o processo de agressão ao povos e às instituições venezuelanas e o obter o apoio de uma comissão para o diálogo na conferência de paz", afirmou Jaua.

A presidente brasileira relativizou o fato de Maduro ter cancelado a viagem ao Chile para participar da posse de Bachelet. De acordo com Dilma, a reunião da Unasul será feita pelos chanceleres. "O fato de não vir um ou outro presidente não vai interromper esse processo. Porque serão os chanceleres e não os presidentes que farão a reunião."

A presidente garantiu que a intenção da Unasul é "sempre procurar a manutenção da ordem democrática".

"Quando foi o caso do presidente Lugo (Fernando Lugo, do Paraguai, que sofreu impeachment em 2012) houve um momento de estresse, hoje perfeitamente superado com a perfeita inclusão do novo presidente eleito democraticamente, Horácio Cartes".

Dilma lembrou que o Paraguai terá a presidência pro tempore do Mercosul depois da Venezuela. Seria a vez da Argentina, mas, para regularizar a situação e amainar os ânimos no bloco, os demais países ofereceram a presidência a Cartes.

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