Rei Abdullah mantém as filhas reclusas em palácio há 13 anos

Elas falaram da sua restrita vida a jornalista pelo Facebook

iG Minas Gerais |

Rei Abdullah da Arábia Saudita manteria filhas presas em casa
Hassan Ammar
Rei Abdullah da Arábia Saudita manteria filhas presas em casa

LONDRES, Reino Unido. Duas princesas, filhas do rei Abdullah da Arábia Saudita, denunciaram à jornalista Hala Jaber, do jornal “Sunday Times” que são prisioneiras de seu pai. Elas dizem viver uma vida miserável, apesar de não faltar bens materiais para as filhas de um dos homens mais ricos do mundo.

Em depoimento pelo Facebook – elas têm acesso à internet –, as princesas Sahar, 42, e Jawaher, 38, contaram que vivem, com mais duas irmãs, encarceradas em vilas dentro dos muros do Palácio Real há 13 anos.

Saem, às vezes, para compras, com a permissão prévia de algum dos familiares, e vão sempre acompanhadas – o que faz com que tenham pouca vontade de sair. No depoimento, garantem que as outras duas irmãs, Maha, 41, e Hala, 39, estão na mesma situação.

Família. A mãe das princesas, a ex-mulher de Abdullah Anoud Alfayez, 57, nasceu numa família da nobreza jordaniana. Ela foi a segunda mulher de um rei que tem o hábito de manter quatro esposas ao mesmo tempo e de se divorciar sem aviso prévio. Em 2003, após o divórcio, teve que deixar o país e passou a residir em Londres. Mas, apesar de tudo, conservou o título de princesa. E durante esSes anos, confessou ter “poucos momentos de alegria”. Na longa reportagem de Hala, ela conta as restrições que sofrem as princesas, e todas as mulheres do país, de maneira geral.

Anoud escreveu uma carta para o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) denunciando a reclusão, mas não obteve resposta porque a carta não tinha sua assinatura, mas de seu advogado. Agora, voltou a escrever e lhe prometeram um retorno em breve.

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