‘Eu poderia esperar, mas acho que o Brasil não aguenta’

Eduardo Campos diz que Dilma não pode fugir do debate

iG Minas Gerais |

Empresários. Campos criticou Dilma em palestra ontem na Associação Comercial de São Paulo
Danielle Pessanha /ACSP - 10.03.
Empresários. Campos criticou Dilma em palestra ontem na Associação Comercial de São Paulo

Brasília. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), manteve o discurso com críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff e afirmou nessa segunda que o Brasil “não aguenta mais esperar” por mudanças políticas. Em palestra na Associação Comercial de São Paulo, o provável candidato à Presidência disse ainda que o atual “arranjo político em Brasília já deu o que tinha que dar”.  

“Eu poderia esperar até 2018, mas acho que nosso país não aguenta esperar”, afirmou Campos, referindo-se à possibilidade de candidatar-se à Presidência da República apenas em 2018. Até meados do ano passado, o partido de Campos fazia parte da base aliada do governo Dilma, que contava com o apoio da legenda à reeleição da presidente.

Em outubro, no entanto, Campos anunciou aliança com a ex-ministra Marina Silva (PSB) e consolidou sua intenção de entrar na disputa presidencial ainda neste ano.

Durante a palestra, o governador afirmou ainda que há uma série de problemas enfrentados atualmente pelo Brasil que foram gerados “genuinamente” por decisões do governo federal. Campos voltou a dizer que o Palácio do Planalto não pode esconder a crise e que Dilma não pode “fugir do debate”.

Ataques. O financiamento irregular das campanhas, o chamado “caixa 2”, não será a principal dor de cabeça da Justiça neste ano. O que realmente vai tirar o sono da Procuradoria Geral Eleitoral nas próximas eleições é o ataque pessoal entre os candidatos. Em entrevista ao jornal “O Globo”, o vice-procurador Eleitoral, Eugênio Aragão, revela que o “ambiente de tensão” entre os concorrentes será o maior desafio. Segundo ele, o Ministério Público “deve evitar se transformar em mais um componente de tensionamento”.

“Na campanha, deveria prevalecer o embate objetivo de ideias e perspectivas, mas infelizmente parece que os confrontos se concentram muito nos aspectos subjetivos, pessoais”, afirmou Aragão.

No cargo desde 17 de setembro do ano passado, Eugênio Aragão disse que o fato de os pré-candidatos condicionarem suas agendas em ritmo de campanha deve ser visto com “naturalidade”: “Ninguém é candidato de uma hora para outra. Parece lógico que haja o jogo de articulações prévias para viabilizar as candidaturas e também parece lógico que a imprensa acompanhe esse jogo de articulações atentamente”.

Dilma e Alckmin se encontram a portas fechadas Brasília. Após cerimônia em que trocaram elogios públicos nessa segunda em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT) se reuniram a sós e a portas fechadas. O encontro aconteceu em uma sala do Centro Educacional Unificado Butantã, depois que o tucano e a petista participaram do lançamento da campanha nacional de vacinação contra o HPV. Em seu discurso, Alckmin destacou a parceria do Estado com o governo federal em “seis frentes de trabalho”. “Quero dizer à presidenta Dilma que nossas parcerias estão indo muito bem”, afirmou o governador. Como exemplo, citou o Rodoanel, o Ferroanel, a Hidrovia Tietê-Paraná e a construção de 100 mil casas e apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

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