Contrapartidas acertadas podem não ser cumpridas

iG Minas Gerais |

Área de 400 mil m², às margens da BR–381, foi devastada
Jean victor/Divulgação
Área de 400 mil m², às margens da BR–381, foi devastada

As principais contrapartidas acertadas por Waldir Teixeira, dentre elas a construção de duas creches, a manutenção de um parque ambiental e a doação de 400 caçambas ao programa Cidade Limpa, estão suspensas. Essas exigências seriam feitas do condomínio industrial Parque Torino, localizado em um terreno às margens da 381. A obra teria devastado cerca de 400 mil metros quadrados de mata nativa, nas imediações da Refinaria Gabriel Passos (Regap).  

Os empreendedores ainda aguardam reunião com o prefeito para saber se as exigências feitas por Waldir Teixeira estão valendo. Indagado, Carlaile Pedrosa não se manifestou sobre o assunto. Já sua assessoria, em nota, informou que as ações implantadas por Waldir estão sendo analisadas.

A mesma posição ele teve a respeito da cobrança da dívida milionária da construtora Andrade Gutierrez. Durante sua licença, os procuradores municipais entraram com representação no Ministério Público contestando a dívida de R$ 424,3 milhões. A atual procuradora do município, Silvia Lage, nomeada após demissão de Lucas Neves, informou que ainda precisa se reunir com o prefeito para definir se continuará contestando essa dívida.

Permuta. Waldir, no período em que assumiu o cargo de prefeito, também identificou uma operação no mínimo suspeita. Terrenos públicos fizeram parte de uma permuta com a empresa Embraurb, que teria levado grande vantagem. A operação teve início no apagar das luzes do governo de MDC, mas foi concluída em janeiro de 2013, já no governo de Carlaile. O valor dessa operação, se cancelada, como queria Waldir, traria uma economia de R$ 38 milhões. Carlaile também não se pronunciou sobre esse assunto.

Um outro assunto que permanece pendente é a dívida com o Instituto de Previdência do Município de Betim (Ipremb), que ultrapassa R$ 300 milhões, gerando juros e correções monetárias de quase R$ 4 milhões por mês. O presidente do Ipremb, Evandro Fonseca, disse que procurou a prefeitura e ainda aguarda retorno do município para ver se o plano de transferir alguns imóveis de propriedade da prefeitura para o abatimento dessa dívida será mantido.

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