Previsão de muito jogo aéreo no Uruguai

iG Minas Gerais |

O Cruzeiro enfrenta, nesta noite, o Defensor, pela Libertadores, em Montevidéu. Marcelo Oliveira viu jogos do adversário e disse que o maior perigo deles é o jogo aéreo, que exploram muito bem. Coincidentemente a mesma característica ofensiva do Cruzeiro, que marcou nove gols de cabeça em 11 jogos neste ano. Em compensação a defesa celeste não tomou nenhum gol de cabeça, o que significa que o time está bem-preparado para enfrentar a “força aérea” uruguaia. O local do jogo não será o Centenário, estádio mais famoso do país, e sim o Luis Franzini, de propriedade do próprio Defensor, com capacidade para 18 mil pessoas. É como se fosse um Castor Cifuentes (Alçapão do Bonfim, de Nova Lima) melhorado, porém, a torcida é conhecida por tratar bem os visitantes.  

A surpresa Marion

O futebol e as suas surpresas. Tomara que o Marion continue fazendo sucesso no profissional do Atlético. Humilde e batalhador, jogou bem em todas as oportunidades que teve e, neste domingo, marcou o gol da vitória em Divinópolis. Totalmente diferente dos tempos em que defendeu o Democrata Jacaré. Baiano, de Teixeira de Freitas, disputou a segunda divisão em duas temporadas pelo Democrata de Sete Lagoas, onde não se destacou. Jogou, inclusive, com o Bernard, na temporada de 2010. Emprestado depois ao Villa Nova de Goiás e, no ano passado, ao Betim/Ipatinga, chamou a atenção do técnico Paulo Autuori nos treinos, que resolveu observá-lo com mais atenção.

Boas brigas

O América deixou escapar contra o Villa Nova o que seria a terceira vitória consecutiva no Campeonato, que o deixaria quase classificado para a fase decisiva. Agora, precisa vencer o Boa, na quarta-feira, às 19h30, no Independência, por diferença de dois gols para conseguir ficar entre os quatro primeiros. A briga pelas duas vagas restantes das finais e contra as duas últimas, do rebaixamento, está acirradíssima.

A melhor fórmula

A cada rodada me convenço de que os campeonatos estaduais deveriam ter a mesma fórmula da Copa do Mundo. Os clubes menores, que não disputam as divisões nacionais, disputariam durante todo o ano a classificatória que os credenciariam a enfrentar os pré-classificados, que são os das séries A, B, C e D. Depois, durante um mês, igual na Copa, 32 clubes decidiriam o título. Todos nós ganharíamos! O público não enfrentaria a repetição de sempre, quando os veteranos jogadores trocam de clubes e se enfrentam nos três primeiros meses do ano. Os clubes do interior gastariam menos, teriam oportunidade de lançar jogadores de suas bases e até ganhar dinheiro revelando-os para os grandes.

 

Primeira e segunda

Não deveria haver três divisões, apenas primeira e segunda, diminuindo custos, regionalizando a disputa. Com a regionalização as despesas seriam menores para todos os participantes que certamente apresentariam jogadores formados em casa, revelando incontáveis talentos que, na fórmula atual, não aparecerão nunca. Do jeito que é continuaremos tendo públicos ridículos como os que temos há anos.   Sem graça   Peguemos os jogos de Cruzeiro e Atlético na rodada passada. Ganharam sem maiores dificuldades, poupando jogadores, jogando para o gasto, respectivamente contra o Tupi no Mineirão e Guarani em Divinópolis. O Tupi se deu ao luxo de preservar titulares porque tinha certeza de que perderia e preferiu se resguardar para a última rodada, quando precisa vencer em casa, para se classificar.   Só grana   Um campeonato com apenas primeira e segunda divisões propiciaria uma grande integração do estado, revivendo clássicos locais e regionais, entre clubes das mesmas cidades e regiões, motivando novamente torcedores e apoiadores que andam desiludidos com a dinheirama que tomou conta do mundo da bola em todos os níveis. Como comparar a capacidade de investimento de Atlético e Cruzeiro com os demais clubes?

 

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