Dilma apoiará PMDB em seis Estados

Para abafar a insatisfação do PMDB, presidente garante aliança em palanques estaduais inexpressivos

iG Minas Gerais | Da redação |

Brasília. Dentro da estratégia de quebrar a articulação do PMDB da Câmara, que está em guerra com o PT alegando estar sendo atropelado nas disputas regionais, a presidente Dilma Rousseff, além de mais cargos no ministério para indicação dos senadores, acenou nesta segunda-feira (10) com a possibilidade de seu partido abrir mão de candidatura própria em seis Estados de pouca densidade eleitoral, para apoiar candidatos peemedebistas: Alagoas, Goiás, Maranhão, Rondônia, Paraíba e Tocantins. Nesses Estados, o PT já não tinha candidatos.

Na quinta-feira (13), o presidente do PMDB, Valdir Raupp, e do PT, Rui Falcão, se reúnem com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para tentar avançar nas negociações das chapas regionais.

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), está em guerra com o PT do Rio de Janeiro por causa do rompimento da aliança lá e o lançamento da candidatura do senador Lindbergh Faria contra Luiz Fernando Pezão, do PMDB. Outro foco de problemas é no Ceará, onde o líder do PMDB, Eunício Oliveira, não tem ainda o apoio do PT para sua candidatura. Os peemedebistas acusam o PT de querer massacrar o PMDB nos estados, para eleger a maior bancada na Câmara e Senado, e assim tirar do partido as presidências das duas Casas.

“As conversas estão abertas. O PMDB é um partido grandioso e o que não podemos é dinamitar as pontes. É preciso esperar a poeira baixar”, disse Valdir Raupp, ao anunciar a reunião com Falcão e Mercadante. “O motivo principal da tensão são as alianças regionais. Isso vai distensionando a crise”, explicou, ao falar da possibilidade de apoio do PT em mais seis estados, aumentando as alianças estaduais dos atuais seis para 12.

Segundo um interlocutor dos dirigentes peemedebistas que estiveram nesta segunda-feira com a presidente Dilma, o PMDB está ainda sem saber como reagir à orientação do marqueteiro João Santana e do articulador Franklin Martins, de “rachar” o PMDB da Câmara e Senado. “A reunião no Planalto foi horrível, mas ninguém pode falar nada! Dilma deu ordem expressa para ninguém falar. A ordem é fazer o racha: para o PMDB do Senado tudo, e para o PMDB da Câmara nada”, disse o interlocutor, lembrando que Dilma voltou a oferecer mais duas pastas para o Senado: Turismo e Integração Nacional.

O presidente do PMDB negou que o partido esteja fazendo uma “crise artificial” com o governo para acelerar a reforma ministerial. “O PMDB, como partido, não fica pleiteando (ministérios). A indicação de ministérios é de competência exclusiva da presidente da República”, frisou.

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