Cruzeirenses classificam ingresso caro como 'catimba uruguaia'

Torcedores acreditam também que valor dos bilhetes é uma forma encontrada pelo Defensor para criar clima hostil antes do jogo

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

Acanhado, estádio Luis Franzini, casa do Defensor, tem capacidade para 18 mil pessoas, mas costuma ser liberado para 16 mil torcedores
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Acanhado, estádio Luis Franzini, casa do Defensor, tem capacidade para 18 mil pessoas, mas costuma ser liberado para 16 mil torcedores

O torcedor do Cruzeiro não esconde a sua insatisfação com a política de preços de ingressos adotada pela diretoria do Defensor (URU), adversário da Raposa nesta terça-feira, às 19h, para o jogo da terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Os dirigentes do time uruguaio estipularam o valor do bilhete para a torcida visitante em 2.200 pesos uruguaios, o que equivale a quase R$ 233.

Com o valor “bem salgado” para o bilhete da partida, a ser disputada no estádio Luis Franzini, em Montevidéu, cruzeirenses que chegaram a viajar para o país vizinho terão que mudar os planos. Alguns deles, inclusive, não poderão acompanhar a partida das arquibancadas.

“Viemos para o Uruguai em um grupo de quatro pessoas, todas da minha família, mas o preço absurdo do ingresso vai impedir que todos acompanhem o jogo nas arquibancadas do estádio. Fizemos as contas e gastar mais de R$ 1.000 com despesa de viagem vai pesar”, revelou a estudante Luciana Bois, de 22 anos, que está na cidade de Colonia del Sacramento e partirá nesta terça para Montevidéu.

O empresário Bruno Silva, 39, que viaja no início da manhã de terça para o Uruguai, não poupa críticas aos dirigentes do Defensor que “abusaram no preço do ingresso”. O torcedor celeste ainda acusa o time, adversário da vez, de tentar criar um clima hostil antes do jogo.

“Oportunismo puro, nada mais do que isso. O Defensor encontrou uma forma de criar um clima hostil desde o começo, coisa de clubes de menor expressão com os maiores da América. É histórico, não tem jeito, os uruguaios, chilenos e argentinos têm essa catimba natural, chega a ser absurdo”, dispara, fazendo mais críticas.

“Estratégia para irritar o adversário, tirar o foco. Time que apaga luz de estádio, molha a grama, aumenta preço de ingresso, corta água do vestiário é time pequeno. Quem quer ganhar no campo não pode cair nessa lorota, cair nessa pressão de bastidores. Estou confiante em uma boa vitória diante do Defensor”, completou o torcedor, que esticará sua permanência no Uruguai até sábado, para conhecer melhor o país vizinho.

Também impressionado com o alto preço dos ingressos, o empresário Cristiano Moreiro, 38, que mora em Brasília e viaja na manhã de terça para acompanhar o jogo direto do estádio Luis Franzini, tenta encontrar uma forma de minimizar, em seu bolso, os impactos financeiros pelo custo dos bilhetes.

“Fomos surpreendidos com o preço do ingresso. Causa espanto, pois estava com a passagem comprada, mas penso que, quem está na chuva é para se molhar. Pelo Cruzeiro a gente faz qualquer coisa. Um grupo de amigos encontrou um pacote de transporte lá no Uruguai que garante o ingresso do jogo. O preço é U$$ 100 (cerca de R$ 250). Pelo menos ameniza, já que os gastos só com transporte lá pode chegar a 1.200 pesos uruguaios”, comenta. 

A diretoria do Cruzeiro promete "tirar satisfação" com os dirigentes do Defensor, responsáveis por cobrar mais de R$ 200 no ingresso do jogo. Os presidentes da Raposa e do time uruguaio se encontrarão na noite desta segunda-feira em um jantar de confraternização entre os clubes.

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