Hospital Vila da Serra isola paciente com suspeita de KPC

Assessoria da unidade de saúde confirmou isolamento de um paciente no UTI Adulto por suspeita da doença

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Hospital atende 4.000 crianças por mês
ALEX DE JESUS - 2.5.2012
Hospital atende 4.000 crianças por mês

O Hospital Vila da Serra, localizado em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, confirmou na tarde desta segunda-feira (10) que um paciente da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) precisou ser isolado por suspeita de infecção pela bactéria super-resistente KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase).

O Tempo recebeu uma denúncia de um leitor no último domingo (9) informando sobre o isolamento do setor. A informação teria sido obtida através de familiares de pacientes internados na UTI Adulto da unidade de saúde. Segundo a denúncia, a presença da bactéria teria sido detectada em alguns pacientes e, como medida protetiva, "foi determinado o isolamento de vários boxes, onde existem pacientes que apresentam maior risco de contaminação devido ao quadro clínico agravado", afirmava a denúncia.

Porém, por meio de uma nota à imprensa, o Hospital Vila da Serra nega que haja a confirmação quanto a existência do microorganismo KPC. "Esta instituição é composta por uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), e ressalta que independente dos resultados específicos, todas as medidas estão sendo adotadas, tais como: Isolamento do paciente na UTI, medicação adequada à situação, monitoramento do paciente pela CCIH", explicita a nota. 

Além disso, a instituição ainda fez questão de lembrar que de acordo com a literatura internacional o Hospital Vila da Serra encontra-se bem abaixo dos níveis aceitáveis em relação aos números de infecção. Nesta terça-feira (11), às 13h30, acontecerá uma coletiva de imprensa para melhor esclarecer o assunto. 

A doença

A bactéria é um microorganismo que foi modificado geneticamente no ambiente hospitalar. Os sintomas da KPC são como os de outras infecções, com o paciente apresentando febre, dores na bexiga e tosse.

A transmissão pode acontecer em ambiente hospitalar, pelo contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene.

Em dezembro do ano passado, um homem e uma mulher, pacientes do Hospital Aroldo Tourinho de Montes Claros, no Norte do Estado, morreram contaminados pela superbactéria Klesbiella pneumoniae (KPC). Além dos dois mortos, outras sete pessoas foram infectadas, mas não desenvolveram a doença.

Na época, a secretária de saúde do município, Ana Paula Nascimento, explicou que os pacientes estão foram tratados com antibióticos. “Essas pessoas que foram infectadas estão em uma área isolada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. O tratamento é acompanhado pela vigilância epidemiológica do município”, explicou Ana Paula.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave