Vivo-Minas espera RJ Vôlei mais agressivo em jogo de 'vida ou morte'

Cariocas precisam vencer para continuarem buscando vaga na semifinal da Superliga masculina

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Filip é uma das armas do Minas para sair do Rio de Janeiro classificado
ORLANDO BENTO
Filip é uma das armas do Minas para sair do Rio de Janeiro classificado

O Vivo-Minas não quer dar chance para o azar, que chega com o nome de RJ Vôlei-RJ nas quartas de final da Superliga masculina. Depois de vencer o primeiro jogo da série melhor de três, no último sábado, dentro de casa, resta ao time do técnico Ricardo Picinin apenas mais um triunfo para se afirmar, pela quarta vez consecutiva, entre os quatro melhores times do campeonato nacional.

O segundo jogo acontece nesta terça-feira, às 21h30, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. Se vencer, o RJ força a realização da terceira e decisiva partida, que define o classificado, em Belo Horizonte. Quem passar, encara o vencedor do duelo entre Sada Cruzeiro e Moda-Maringá-PR. Se nenhuma surpresa acontecer, é provável que tenhamos uma semifinal mineira valendo vaga na decisão. Apesar da expectativa, o 'pé no chão' é adotado pelo Minas.

"Não podemos pensar lá na frente, de forma alguma. Nosso foco é todo nesta partida, a mais importante para nós nesta temporada. Temos que respeitar o adversário e fazer por onde para conseguir a classificação", salienta Picinin.

Para ele, sua equipe fez um bom papel no sábado, mas pode sempre evoluir. "Temos que buscar melhorar a todo momento. O saque e a relação bloqueio-defesa são importantes e podem ter uma apresentação anda melhor. Todo jogo é uma oportunidade de crescimento que precisa ser aproveitada", afirma.

Tudo ou nada para os cariocas

No jogo de abertura, no sábado, o Minas impôs seu ritmo em uma partida equilibrada. O que fez a diferença foram pequenos erros do time fluminense, que acabou perdendo o controle do jogo, permitindo que o Minas ampliasse vantagem e ficasse mais perto da vitória. Com o desejo de uma atuação mais regular, o RJ Vôlei, atual campeão brasileiro, entra com espírito de 'tudo ou nada'.

"Temos mostrado evolução nestes três últimos jogos. Enfrentamos Sesi-SP, Sada Cruzeiro e Vivo-Minas e demos trabalho a eles. Com a chegada de mais três jogadores, nosso volume de treino melhorou e isso também acontece nos jogos. Temos ido bem, mas o resultado ainda não veio. Os altos e baixos que apresentamos acontecem por termos uma equipe jovem, que tem feito tudo que está ao seu alcance", comenta o líbero Mário Júnior, um dos remanescentes do grupo, que perdeu importantes peças pelos atrasos de salários.

Para o jogo contra o Minas, o defensor, que também defende a seleção brasileira, cobra uma outra postura. "Temos que apresentar um ritmo de jogo mais intenso. Não podemos sacar mal, como aconteceu no último jogo, isso pesa no final. Também precisar marcar melhor a distribuição de bola deles", orienta.

O técnico Marcelo Fronckowiak também espera uma importante mudança tática em sua equipe, que começou bem o jogo, antes de cair de produção. "No primeiro set, perdemos uma grande oportunidade de sair em vantagem no jogo. Para o próximo, precisamos estar atentos a alguns detalhes importantes, como as marcações de bloqueio. É importante sermos mais competitivos e jogar de forma mais agressiva", mostra.

Mesmo sabendo que o adversário virá com tudo, o Minas garante estar preparado. "Para eles, é jogo de vida ou morte. Temos que estar atentos e concentrados. Eles virão com mais força no ataque e, principalmente, no saque. Eles vão se arriscar mais e esperamos por grandes dificuldades", comenta Picinin.