Tem quem faça mimimi e quem fale sobre ele

Colunista e escritora Lia Bock vem à capital mineira para falar sobre seu primeiro livro no "Sempre Um Papo"

iG Minas Gerais |

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Lia Bock assina o blog mais lido da revista TPM. É mãe de dois filhos, casada e mora em São Paulo.  Auto-alcunhada de ativista sentimental, Lia é experiente em relacionamentos e afirma que já viveu todas as fases da vida: casada, casinho, solteira e sozinha. O "Manual do Mimimi", lançado há pouco mais de um mês pela editora Paralela, traz uma compilação de textos do blog fragmentados por "fases" da vida amorosa da mulher: desde o casinho até o casamento (ou a separação, para quem avança para esse estágio!).

A ideia de iniciar na literatura, segundo a autora, veio dos próprios leitores e de uma necessidade que ela tinha de organizar os textos. "Às vezes eu precisava achar um texto no blog e tinha que ir no Google", afirma ao explicar que, por se tratar de muitos textos, alguns se perdiam por lá. A colunista vem a Belo Horizonte no próximo dia 17 (segunda-feira) para o lançamento do livro na capital mineira e para participar do “Sempre Um Papo”. O encontro está marcado para as 19h30, na sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes. A entrada é franca.

Confira um trecho da entrevista de Lia à revista O TEMPO LIVRE, publicação de O TEMPO exclusiva para quem acessa pelo iPad.

Manual do  Mimimi por quem o fez... Os textos tiram um sarro da realidade, da vida como ela é. Quando você vê a realidade escrachada na sua frente, é um pouco um sarro. E é legal para mostrar para as pessoas que aquilo ali acontece com todo mundo, sabe? Tipo: "para de chorar! Para de mimimi. Isso não acontece só com você!". Mas é legal ver que isso acontece com todo mundo. Eu poderia falar a mesma coisa de uma forma mais dolorida, mas eu prefiro rir das situações. Tem textos que são mais sérios. Eu acho que a variação é rica.

Eu acho que fazer gracinha com a literatura é muito fácil, mas será que é uma coisa bacana? Será que te inspira e te acrescenta? Esse era o meu medo. Eu tinha medo de colocar isso num livro e parecer fútil, uma coisa que as pessoas que leriam e pensariam: "quanta besteira!". E isso não aconteceu. Eu acho que ficou nobre.

O título do livro é uma sátira. Eu não estou ensinando a fazer mimimi e nem é um passo a passo para não fazer mimimi. Tira um sarro dessas coisas.  Eu não acredito nessas fórmulas que falam: você lê isso aqui e você vai ser rica, linda e bem casada. Eu bem desacredito. É uma sátira, sabe? Nós estamos aqui, todas juntas e não tem saída. A gente tem que aprender a ser uma pessoa melhor, a sofrer na medida certa, mas não sofrer, não tem essa possibilidade. A gente pode aprender como não ser muito louca, mas como não ser louca, não dá! Com esses hormônios todos circulando pelo corpo, a gente vai ser louca. A gente tem que aprender a domar essa loucura.

Dentro dos capítulos, os textos tem o mesmo clima. Eles são separados pela fase da vida da pessoa. Tem essa divisão por clima, o que é muito legal. E aí as pessoas pegam e se reconhecem, já no blog, as pessoas se identificam por um texto específico. Eu acho legal que as pessoas lêem e me escrevem: "Você escreveu para mim". E no livro, você se identifica por mais de um texto. Eu gosto muito que as pessoas leiam e digam "Você leu os meus pensamentos". A ideia dos textos é essa: escrever o que acontece. Uma coisa que todo mundo vive, viveu, poderia viver ou tem um amigo que viveu, escrito de uma forma bacana.

Para ler a entrevista na íntegra (somente em iPads) clique aqui e baixe a revista O TEMPO LIVRE.

Leia um trecho do livro aqui: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/88059.pdf  

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