Para afastar o rótulo de morrer cedo na praia

Participante fiel , El Tri chega como uma incógnita para a Copa depois de Eliminatória conturbada

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

“Conversamos com o Felipão e ele nos falou que somos uma pedra no sapato. Vamos procurar não ser uma pedra, mas uma rocha. A torcida vai estar contra, mas temos a ideia que essa pressão pode virar a nosso favor.” - Miguel Herrera, técnico do México.
Christian Palma/AP
“Conversamos com o Felipão e ele nos falou que somos uma pedra no sapato. Vamos procurar não ser uma pedra, mas uma rocha. A torcida vai estar contra, mas temos a ideia que essa pressão pode virar a nosso favor.” - Miguel Herrera, técnico do México.

O México já esteve em 14 Copas e sempre deixou aquele gostinho de “poder mais”. Apenas quatro países (Brasil, Alemanha, Itália e Argentina) têm mais participações em Mundiais do que a seleção mexicana. A equipe esteve ainda em todas as edições de Copas na América do Sul (Uruguai 1930, Brasil 1950, Chile 1962, Argentina 1978). Tudo isso, em vão.

As melhores colocações do México, no entanto, foram em 1970 e 1986, quando sediou os Mundiais e conseguiu chegar às quartas de final. Nas últimas cinco edições, o time caiu nas oitavas de final

Para a edição deste ano, mais uma vez, o time não inspira confiança. E a classificação já mostrou isso. Depois da quarta colocação nas Eliminatórias da Concacaf – salvo da eliminação precoce graças a uma vitória dos Estados Unidos sobre o Panamá, na última rodada –, o México precisou passar pela repescagem, algo que não acontecia desde 1962. As vitórias sobre a Nova Zelândia ( 5 a 1 e 4 a 2) até que foi tranquila, mas não escondeu toda a turbulência.

Foram quatro treinadores no período: nos primeiros 13 jogos, a equipe foi dirigida por José Manuel de la Torre, depois, foi sucedida por Luis Fernando Tena (um jogo), Victor Vucetich (dois jogos) e Miguel Herrera (repescagem). Em meio aos problemas, os mexicanos também estiveram por aqui para a Copa das Confederações: duas derrotas (para Brasil e Itália) e uma vitória (sobre o Japão) e eliminação na primeira fase.

Na Copa do Mundo, de novo, o México terá o Brasil pela frente. Embora tenham sido presa fácil no ano passado, os mexicanos se gabam por carregar a fama de derrotar o Brasil em outras competição, como os Jogos Olímpicos de 2012, as Copas Ouro de 1996 e 2003, a Copa das Confederações de 1999 e os Mundiais Sub-17 de 2005 e 2013.

Conjunto. Nas convocações, o técnico Miguel Herrera tem dado prioridade a jogadores que atuam no país. Embora seja o astro da geração, Chicharito Hernández, do Manchester United, nem tem vaga garantida, assim como o brasileiro Giovani dos Santos, do Villarreal.

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