Personagens de anime japonês invadem BH em concurso de cosplay

Festival teve 60 concorrentes e premiou os três melhores figurinos; participante chegou a gastar R$ 600 com roupas; outro fez a própria vestimenta

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

O Japão invadiu Belo Horizonte no último fim de semana e trouxe seus personagens favoritos de cultura pop para um passeio em terras mineiras. Heróis e vilões de desenhos animados, histórias em quadrinhos, games e séries japoneses ganharam vida no concurso de cosplay – representação de personagens com fantasias – realizado neste domingo (9) no Festival do Japão em Minas.

O concurso contou com a participação de 60 concorrentes e distribuiu troféus aos três primeiros colocados. A estudante de publicidade e propaganda Rayara Moreira, 20, estava fantasiada de Teresa, personagem do anime “Claymore”. “Gosto muito dela porque, além da aparência muito bonita, ela mata os demônios e limpa a cidade sempre com um sorriso no rosto”.

A jovem foi ao festival acompanhada da amiga Francine Carolina, 20, que estava caracterizada de Priscila, rival de Teresa no anime. “Ela mata a amiga e se torna vilã da série. Elas são guerreiras fabricadas e separadas da família, e ela vai em busca dos parentes”.

Nem as limitações de locomoção foram obstáculo para os fãs do pop japonês. A estudante Luana Oliveira, 17, é cadeirante e participou do concurso vestida da personagem Jinx, do game “League of Legends”. “Eu mandei fazer tudo, só comprei as luvas e as botas. Gastei quase R$ 600”, lembra.

Hobby

Fã das séries de super heróis japoneses desde a infância, o metalúrgico Wagner Alves Maciel, 36, participou do concurso vestido de Black Kamen Rider. “Quando era criança, era um sonho ser o personagem. Mas tinha o problema do tamanho – porque era pequeno – e da condição (financeira). Agora, que cresci, não esqueci essa fase”, conta.

Maciel fabricou a própria fantasia e gastou cerca de quatro anos para chegar ao resultado que se vê agora. “Esse é meu primeiro cosplay, mas ele já está em sua quarta versão. A primeira eu fiz em três meses, depois foi melhorando”, diz.

Para o traje, ele utilizou fibra de vidro no capacete, no peitoral e no cinto. O restante foi feito de EVA (um tipo de espuma) e couro para estofados. Ele mesmo esculpe a fibra de vidro e recorta o EVA, e conta com a ajuda de um amigo para costurar. “Quando você vai a um evento e vê que as pessoas estão gostando do seu trabalho, é muito gratificante. Lixar fibra de vidro não é fácil, você fica se coçando. Mas vale o esforço”.

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