Candidatos a concurso público da Seplag pedem anulação de prova

Provas para o cargo de gestor foram entregues com 1h30 de atraso e sem lacre e concorrentes se recusaram a fazer prova e pedem anulação do concurso

iG Minas Gerais | Vinicius Lacerda |

Candidatos registram explicações de fiscais de dentro da sala onde prova seria aplicada
Otacílio Pereira / Divulgação
Candidatos registram explicações de fiscais de dentro da sala onde prova seria aplicada

A realização da prova do concurso público da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), realizado pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), para suprir vagas abertas para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), neste domingo (9), na Universidade Fumec, foi marcada por uma confusão. Candidatos ao cargo de Gestor de Transportes e Obras Públicas para a divisão alegam que a prova de Direito atrasou 1h30 para ser entregue e, quando foi, a mesma chegou às salas em pacotes violados. Núbia Fernandes Alves Diniz, 31, foi uma das candidatas que sentiu-se lesada. Segundo ela houve um descaso e falta de organização para gerenciar a falha. “Isso é um absurdo que fizeram conosco. Queremos que o processo seja anulado, pois nem sequer fizemos a prova”, afirma em nome do grupo. Ainda de acordo com Núbia, as provas chegaram com grande atraso, mas ela e outros concorrentes se recusaram a iniciar o processo seletivo, pois o pacote das avaliações não estava intacto como deveria. “As provas chegaram sem lacre”, afirma. O tumulto, porém, não casou indignação apenas nos candidatos que não receberam as provas. Outros aspirantes às vagas se sentiram lesados pelo alvoroço. “Não consegui me concentrar por causa do barulho e da movimentação constante. As pessoas estavam filmando e usando o celular”, diz Paula Reis, 24, que fez a prova de Administração. Ela se refere ao momento em que os concorrentes que não obtiveram o exame pegaram os aparelhos telefônicos, que estavam lacrados, para gravar as explicações dos fiscais. Durante a confusão, os candidatos permaneceram no prédio e ligaram para Polícia Militar (PM). A corporação informou que neste caso não poderiam fazer nada e os orientaram a fazer um boletim de ocorrência. Depois disso, eles decidiram deixar o prédio e se encaminharam para delegacia para registrar a queixa. A reportagem de O Tempo entrou em contato com assessoria da SEPLAG, que apura informações sobre o acontecimento neste momento.

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