Pressão, carinho e aflição na rota do hexa

Com apoio da torcida e um time inexperiente, Brasil volta a jogar uma Copa em casa 64 anos depois

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

“Parece que falta muito tempo, mas não é assim. A Copa está aí. Além de tudo, ela é no nosso país, o que nos dá um orgulho enorme. Estou ansioso. Espero conduzir essa ansiedade, e tomara que seja uma grande Copa, especialmente para nós.” - Neymar, atacante do Brasil
Jefferson Bernardes/VIPCOMM
“Parece que falta muito tempo, mas não é assim. A Copa está aí. Além de tudo, ela é no nosso país, o que nos dá um orgulho enorme. Estou ansioso. Espero conduzir essa ansiedade, e tomara que seja uma grande Copa, especialmente para nós.” - Neymar, atacante do Brasil

Está chegando a hora da Copa mais aguardada da história. As melhores seleções do planeta só desembarcam no Brasil em junho mas, a parir deste domingo, O TEMPO cada uma das 32 esquadras que brigam pela mais cobiçada taça do mundo da bola. A cada início de semana, sempre aos domingos e segundas-feiras, o perfil dos times grupo a grupo, seus craques, as curiosidades, metas e desafios estarão postos à mesa.

A série começa com o anfitrião Brasil, de moral e confiança renovados pelo título da Copa das Confederações, no ano passado, mas pressionado pela obrigação de uma conquista dentro de casa. Sessenta e quatro anos depois da trágica derrota para o Uruguai – episódio que recebeu o nome de Maracanazo –, não se admite hoje um outro resultado que não seja o título.

A seleção brasileira e o técnico Luiz Felipe Scolari sabem muito bem da expectativa do povo brasileiro, a quem pede total apoio e sintonia para chegar à conquista. Único pentacampeão mundial e único time presente em todas as edições de Copa, o Brasil sempre mete medo nos oponentes. E que adversário não vai suar frio ao pisar em um estádio completamente pintado de verde e amarelo?

Do ponto de vista técnico, a seleção do Brasil ainda está longe do ideal, mesmo depois de bater a campeã Espanha na decisão da Copa das Confederações, em 2013. Depois do mal-sucedido trabalho de Mano Menezes após o revés da Copa de 2010, Scolari só foi assumir a seleção um ano e meio antes do Mundial de 2014.

Os principais jogadores ainda são inexperientes. Dos considerados titulares, apenas Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva e Fred já disputaram uma Copa do Mundo. Toda a genialidade do futebol brasileiro estará nos ombros de Neymar, a cada dia mais à vontade no Barcelona. O rol de novos talentos tem ainda o volante Paulinho, o meia Oscar e o belo-horizontino de alegria nas pernas Bernard.

Desafios. O Brasil – que não disputou as Eliminatórias – tem uma primeira fase aparentemente tranquila contra a incógnita Croácia, o pouco confiável México e a zebra Camarões, o que pode transformar os primeiros resultados em uma onda de otimismo. Os desafios, no entanto, já começam nas oitavas de final, quando Espanha ou Holanda podem cruzar o caminho canarinho. A rota brasileira até o hexa pode ter apenas campeões mundiais.

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