Novidades até o fim de maio

Sistema ainda deverá passar por ampliações e mudanças praticamente até as vésperas da Copa

iG Minas Gerais | Joana Suarez Luciene Câmara |

Gradativa. Usuários do sistema terão que se acostumar com as várias atualizações até que o Move funcione em toda a sua capacidade
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Gradativa. Usuários do sistema terão que se acostumar com as várias atualizações até que o Move funcione em toda a sua capacidade

A estreia de ontem do Move foi apenas o começo de uma série de mudanças que vão alterar a rotina dos usuários do transporte coletivo da capital. Nas próximas semanas, novas linhas troncais – que ligam as estações – serão inauguradas na avenida Cristiano Machado, segundo planejamento da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). Até o mês de maio, as inaugurações vão abranger um público ainda maior nas avenidas Antônio Carlos e Pedro I, na Pampulha, e nas estações Venda Nova e Vilarinho.

A expectativa é que, em três meses, o sistema esteja funcionando por completo, com uma média de 700 mil usuários por dia útil. A primeira fase, iniciada ontem, entre a avenida Cristiano Machado e o centro, começou com uma demanda de 30 mil usuários por dia. A estimativa é que, só neste trecho, 300 mil passageiros sejam integrados ao sistema até maio.

Segundo a BHTrans, a cada semana novas linhas serão criadas. Além das três linhas troncais lançadas ontem, pelo menos mais quatro vão aderir ao sistema na Cristiano Machado. Outras 15 linhas convencionais, que atualmente vão dos bairros ao centro da cidade, serão substituídas por alimentadoras, que passarão a desembarcar os passageiros vindos dos bairros na Estação São Gabriel.

Já na avenida Antônio Carlos, a implantação do Move será iniciada em abril (em dia ainda não definido). “Lá, o impacto será maior, porque há um número maior de passageiros que ainda não está acostumado a fazer integração com outros sistemas”, explicou a diretora de Ação Regional e Operação da BHTrans, Deusuite Matos. O corredor da Antônio Carlos tem 14,7 km de extensão, o dobro do tamanho da pista da Cristiano Machado, e possuiu quase o triplo de estações (26 contra nove).

A BHTrans ainda não revela quais linhas serão criadas e substituídas, mas a informação já é cobrada por usuários. “Vi o Move funcionando e vim aqui saber se a linha 2215, que vai para a Pampulha, já foi alterada”, cobrou a auxiliar administrativa Neide Souza, 54.

O início da operação dos próximos corredores depende da conclusão das obras, que vão se prolongar até maio, conforme o prefeito Marcio Lacerda, na estação Pampulha e na avenida Pedro I. “Optamos pela operação em etapas para ter condições de verificar e corrigir as falhas rapidamente”, disse Lacerda. De Move ou de metrô?

A reportagem de O TEMPO percorreu o trajeto entre a Estação São Gabriel e o centro de Belo Horizonte de Move e de metrô. A linha 83 D do Move – que vai direto, sem parar em pontos ou estações – levou 17 minutos para completar o trajeto, contra 18 minutos do metrô. Para os passageiros que fazem a integração com linhas alimentadoras (que ligam os bairros às estações), o valor pago pelo trajeto é o mesmo nos dois sistemas: R$ 2,65. A vantagem de utilizar o Move é o conforto. Mas se o usuário chega à estação à pé, o metrô é a melhor opção por ser mais barato (R$ 1,80). “O metrô fica muito lotado. Espero que com o Move essa quantidade de pessoas se divida”, destacou Cristina Oliveira, 39. 

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