Analise

Alicia Rodrigues, Arquiteta, urbanista e professora da Uni-BH

iG Minas Gerais |

O Move é positivo para a cidade por incentivar o uso do transporte coletivo e propor uma mudança cultural para que as pessoas deixem o carro em casa e passem a usar o ônibus. Mas ele não tem a capacidade do metrô e não sabemos ainda se terá condições de comportar a demanda de usuários da cidade e de atrair os motoristas dos veículos. Nesse primeiro dia de Move, faltou muita informação para o público. Os monitores orientavam bem, mas não havia faixas suficientes indicando o caminho a seguir ou mapas com as linhas. Ao mesmo tempo, um certo improviso é comum no início, e as pessoas tendem a estranhar e reclamar de mudanças. Os ônibus articulados são mais confortáveis, só senti muita trepidação no corredor da Cristiano Machado por conta de imperfeições nas pistas exclusivas. Falta também faixa preferencial nos deslocamentos até a área hospitalar e a Savassi. Em resumo, o sistema funcionou bem, mas precisa melhorar.

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