A vontade de casar não morreu

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Para Viviane, 37, não vale a pena se casar se não há amor para a vida toda entre os parceiros
DENILTON DIAS
Para Viviane, 37, não vale a pena se casar se não há amor para a vida toda entre os parceiros

Inevitavelmente a pressão para casar ainda faz parte da vida de muitas ‘Bridget Jones’ que não deixam de contar calorias e se preocupar com a solidão. É o caso da empresária carioca Nina Vasconcelos, 40, mãe de gêmeos de 18 anos que vieram ao mundo sem qualquer planejamento, quando ela ainda estava na faculdade. Como o relacionamento da época não vingou, ela decidiu ficar sozinha para se dedicar à carreira em moda e hoje administra uma agência de modelos no Rio de Janeiro. “O sucesso realmente não me faz completamente feliz. Eu tenho vontade de casar, já namorei de novo outras vezes, mas a coisa não aconteceu. Mas ainda está em tempo de eu realizar essa espécie de sonho, quem sabe?” Como uma legítima mulher balzaquiana, a publicitária Lúcia de Assis, 35, acredita que o escritor francês Honoré de Balzac estava certo há dois séculos por comparar a mesma mulher aos 20 e aos 30 anos e atestar que a segunda é mais interessante. Sem filhos ou marido, a publicitária leva uma vida workaholic mergulhada em projetos na agência que trabalha em Belo Horizonte mais de dez horas por dia, além de dar palestras, fazer academia, natação e corrida e se dedicar à pintura nos fins de semana. Mesmo soterrada de atividades, ela admite que, nas últimas viradas de ano solteira, sentiu falta de algo mais. “Às vezes a gente não tem nem tempo de sentir a solidão. Pode parecer brega, mas os anos passam e em um determinado momento, casar é um sonho, sim. O meu ainda está vivo”, completa. (LS)

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