Jogue muito. Mas jogue os jogos certos.

iG Minas Gerais |

Viver bem a dois é um dos grandes desafios da humanidade. Para alguns poucos, há a bênção de isso acontecer naturalmente, sem nenhum esforço específico. Mas isso é raro. Bem raro. Entre as diversas coisas necessárias, a vida a dois precisa de bons jogos. Jogos que instiguem. Que divirtam. Que incitem a fantasia. E, muitas vezes, é justamente aí que a coisa se perde. Porque mais do que uma grande variedade de jogos, é preciso os jogos certos. Desde o momento da conquista até quando estiverem velhinhos juntos, sentados na varanda. Eu não consigo acreditar que não ligar para alguém que estamos doidos para falar, por exemplo, possa trazer algo positivo. Muito menos passar fingindo não ver alguém em que a gente não para de pensar um só minuto. Para mim, isso não é um jogo bom. É um tremendo gol contra! E de uma imaturidade sem fim. Quer coisa mais gostosa do que o elogio gratuito que chega sem avisar?! Daquela brincadeira de ficar imaginando como será a decoração da casa, o nome dos filhos e dos cachorros que terão juntos? De ficar falando dos desenhos animados que gostavam, dos artistas que foram ‘paixões da adolescência’? De criar códigos verbais que só o casal entende? De rir juntos do que acontece de inusitado, com a ameaça divertida de revelar aos amigos mais próximos o que o outro fez? Com o tempo perde-se uma das coisas vitais para uma relação de qualidade: a liberdade para ser bobos juntos, sem a recriminação ou a censura do outro. Para cantar desafinada e errando a letra, enquanto dança dentro do carro um pagode do Molejão. Da mesma forma que é preciso fazer aquele jogo sexual sadio, que instiga o outro nos pontos e nas fantasias que você sabe que ele mais ama, tirando o fôlego e o chão! Definitivamente, essas coisas todas não reacendem, nem resgatam uma relação que já chegou ao fundo do poço e só os dois não perceberam. Mas ajuda a manter o bom humor e a qualidade da relação durante a caminhada. Combustível fundamental para enfrentar os perrengues que fatalmente vão aparecer... Jack Bianchi é fundador da Humana.Mente (facebook.com/HumanaMente.Brasil), produtora especializada em conteúdo sobre comportamento humano.

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