Reações às visitas de Dilma

iG Minas Gerais |

Na semana passada, a coluna falou do risco do PSDB mineiro de enfrentar uma debandada de prefeitos tucanos e até aqui aliados de Aécio para a candidatura de Fernando Pimentel e Dilma Rousseff. Essa simples possibilidade acendeu um sinal de alerta no tucanato, que já pensa em adotar novas estratégias para contrapor os “showmícios” que Dilma Rousseff tem realizado pelo Brasil afora e, em especial, por Minas Gerais. As ações passariam pela intensificação da comunicação do governo de Minas e também por uma série de eventos com a presença de Anastasia em cidades elencadas pela elite tucana como “alvo”. Evidentemente, todas essas atuações ocorreriam antes da desincompatibilização de Anastasia. A “reação” tucana às descaradas contravenções eleitorais de Dilma seriam do mesmo nível, em tom de comício, sob o pano de fundo de uma grande campanha publicitária oficial através da qual se destacaria as realizações do governo e reforçaria, subjetivamente, a imagem que o governador possui de político “leve” e “bom gestor”, conforme sinais apontados por pesquisas qualitativas realizadas até aqui. Assim sendo, a campanha para o Senado já estaria definida e desenhada, sem muito esforço ou possibilidades de surpresas para os coordenadores tucanos. A ciência estaria justamente em como transferir o bom conceito de que goza Anastasia para Pimenta da Veiga, um ainda “desconhecido” para as novas gerações. O período compreendido entre o fim de março e o início de abril seria, então, o “start” para a pré-campanha tucana em Minas Gerais. Momento em que Aécio aproveitaria para apertar as rédeas dos prefeitos que estariam pensando em acender velas para ele e outras tantas para a presidente e o ex-ministro Fernando Pimentel. Com tantas movimentações de bastidores, o jogo em Minas Gerais parece que vai ter um início bem mais embaralhado do que se imaginava. Diferentemente de outras eleições, Aécio terá muito trabalho para montar seu tabuleiro, e Pimenta da Veiga encontrará em Pimentel um adversário que não terá uma campanha tão previsível como fora as de Hélio Costa e Patrus Ananias nos últimos pleitos estaduais. A flexibilidade do petista de negociar com interlocutores tão distintos fazem dele um adversário mais ardiloso e capaz de dar pela primeira vez ao PT a cadeira de governador de Minas. As barbas estão de molho de ambos os lados ao mesmo tempo em que os olhares se voltam para diferentes focos, sendo que um deles é hoje a nova revolta de parte do PMDB, que, não embarcando de corpo e alma na campanha de Dilma, mudaria tudo de novo por aqui.

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