Fuja da Copa

Preços exorbitantes do aéreo e da hotelaria ‘empurram’ os brasileiros para fora do país

iG Minas Gerais | Tânia Ramos |

Destinos de neve são uma opção
Improtur/Divulgação
Destinos de neve são uma opção

O mercado turístico brasileiro está em polvorosa. Em função da Copa do Mundo 2014, este ano promete muitas mudanças no fluxo de turistas no país. A expectativa é atrair, durante a competição, um público estrangeiro diferente do usual que o Brasil recebe, enquanto as decisões de viagem do turista local, neste primeiro semestre, miram em dois focos: antecipação das férias até maio – período em que os preços do trade ainda não estão sob o efeito Copa, isto é, nas alturas – ou aposta em roteiros internacionais entre junho e julho.

A demanda de pacotes em fevereiro, por exemplo, é um indicador dessas antecipações. Segundo o gerente em Minas da Abreu Turismo, Montovani Bernardes, as vendas das operadoras no mês foram mais de 50% superiores a igual período de 2013.

Bola fora

No decorrer dos jogos, o que tem contribuído para a baixa oferta e comercialização de pacotes nacionais, além dos altos preços dos bilhetes aéreos e da hotelaria, é a política de vendas de ingressos adotada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) no país, informa o presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Marco Ferraz.

Segundo Ferraz, como a Fifa optou nesta edição pela venda online, com sorteio dos ingressos, as operadoras ficaram impedidas de criar pacotes turísticos com ingressos incluídos, como sempre ocorreu para os países-sede da Copa até então.

Porém, se o Mundial de futebol caracteriza um entrave ao turismo interno, facilita, por outro lado, as viagens internacionais, com uma vantagem adicional: “A Copa é uma oportunidade diferente para se viajar, já que cria 48 dias de janela de férias”, constata o dirigente.

A outra boa notícia pata ara o viajante é que, como o Brasil estará recebendo uma grande quantidade de voos extras – que trarão os estrangeiros aficionados de futebol –, com “uma perna vazia”, as operadoras poderão negociar o aéreo com preços mais em conta, o que vai refletir, positivamente para o turista, no valor final do pacote, conclui Marco Ferraz.

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